Mostrando postagens com marcador Lindaiá Campos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lindaiá Campos. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de março de 2018

Resenha: Fuga da biblioteca do SR. Lemoncello



Quem aqui é ou algum dia já foi fã de jogos de tabuleiro? Mas antes vamos conhecer um pouco mais sobre essa interessante história e alguns dos seus personagens:



Sinopse:

Kyle Keeley tem dois irmãos mais velhos: um é o típico atleta, o outro, um gênio. È difícil se destacar diante de uma concorrência tão desleal. Todos, porém, têm as mesmas chances em jogos de tabuleiro: um bom lançamento de dados, um pouco de sorte ao comprar as cartas, um tantinho só de inteligência e Kyla pode sair como vencedor.

Assim como muitos garotos e até mesmo adultos (eu, por exemplo) gostam muito de jogos. Mas o Kyle gente, ele é completamente fanático por todos os tipos de jogos, principalmente videogames. Seu ídolo, Luigi Lemoncello, o mais famoso, excêntrico e criativo criador de jogos de tabuleiro e eletrônicos, também é o responsável pelo projeto da nova biblioteca da cidade. E o melhor: o próprio Sr. Lemoncello estará presente na especial e exclusiva noite de inauguração. Kyle fica eufórico ao descobri que está entre as doze crianças convidadas a passar a noite na biblioteca repleta de jogos. Quando amanhece, no entanto, todas as portas estão trancadas. Agora, para encontrar a saída, Kyle e as outras crianças terão que solucionar cada pista e decifrar cada charada.

Quando eu bati o olho na capa desse livro juntamente com o titulo, me apaixonei imediatamente. Com um misto saboroso de criatividade que nos faz relembrar um pouco da Fantástica Fabrica de Chocolate do Willian Wonka, a Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello é uma história fantástica onde o autor Chris Grabenstein consegue plantar em qualquer um que se dispor a ler sua obra, um amor, uma curiosidade, uma positividade com relação aos livros e as bibliotecas. Todos nós conhecemos a biblioteca como um lugar chato para aqueles que não possuem o hábito de ler, que ao menos no meu tempo (que não está tão longe assim) iam a biblioteca apenas para fazer pesquisas escolares. Muitos achavam chato, muito silencioso. Hoje as crianças quando precisam realizar uma pesquisa, acessam o Google.

Porém a Biblioteca do Sr. Lemoncello, é diferente de tudo o que já se viu quando o assunto é biblioteca. Para começar o prédio foi construído totalmente em segredo onde somente a Dra. Zinchenko, assistente do Sr. Lemoncello sabe todos os detalhes do projeto. Para vocês terem ideia, nem mesmo os trabalhadores, arquitetos sabem de tudo porque ela contratava uma equipe diferente toda semana, olha que loucura!

Uma outra coisa digamos, curiosa nessa biblioteca é que lá as crianças não iram só ler livros propriamente dito, e sim brincar com eles de uma forma totalmente inesquecível.
Um livro que não só toda criança deveria ler, mas sim, todos necessitam ler esta maravilhosa obra. Eu aposto que antes mesmo de chegar à última página, um mundo totalmente novo já terá sido plantado em sua mente e você compartilhará isso com o mundo.

Esse é o tipo de livro que com certeza guardarei para minha filhar ler quando crescer. Parabéns Chris Grabenstein.

A Fuga da biblioteca do Sr. Lemoncello é o primeiro volume da biblioteca mais divertida do mundo e que virou filme, confira o segundo volume Olimpíadas da Biblioteca do Sr. Lemoncello: https://vocenaopodedeixardeler.blogspot.com.br/2018/03/bem-vindos-meninos-e-meninas-leitores.html




Sobre o autor:

Chris Grabenstein é autor Best-seller do New York Times, também é um autor premiado, cujos Haunted Mysteries, combinados às suas apresentações escolares tumultuosas, lhe garantiram legiões de fâs por toda a América. Chris e sua esposa, J.J., vivem na cidade de Nova York com três gatos e um cachorro chamado Fred.



#vcnpdeixardeler

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Poesia: O importante é que seja, amor


 

 

 

Que bom seria
Se realmente e houvessem anjos zelando pelo nosso amor.

Guardiões cuja missão de vida
Seja a união de almas gêmeas separadas.

Mais no amor, nada é fácil;

É difícil duas almas ficarem juntas quando o outro vai sofrer

As vezes precisamos deixar o outro ir;

Mesmo estando com lagrimas nos olhos e coração apertado

O desejo de ver alguém feliz,
(afinal, alguém precisa ser feliz nessa história, né?)

Porque num minuto, tudo acaba;

Para no minuto seguinte renascer

Aprendi que o amor é uma coisa rara

E é isso, que o torna tão especial

Independentemente da forma de amor

Veja bem;

Sua alma pode está em um irmão

Um amigo, um filho,

Um neto, e até mesmo em um cão

Porque não?

Essa é a magia do amor...

Você ai, será que já não nos conhecemos a anos?

De onde vem: Vai tomar Banho


Olá galerinha, como vai?

Voltamos com o quadro "De onde vem?" com mais uma expressão antiga e popular. Eu particularmente cresci vendo os chamados "antigos" dizerem essa expressão, minha vó por exemplo usava muito. Quem não tem o hábito de xingar ou não gosta costumava usar essa expressão, melhor do que baixar o nível segundo os mesmos.

Para quem ainda não conhece o quadro, nosso objetivo é trazer ditados e expressões populares de todos os cantos do Brasil, expressões essas que inclusive já foram utilizadas ao menos uma vez na nossa literatura brasileira.

Você conhece alguma expressão? Sabe o seu significado? Gostaria de compartilhar conosco aqui no quadro?

Email: vocenaopodedeixardeler@gmail.com

Envie para nós!


Com vocês:


 Vai Tomar Banho                                           


Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. 
Depois das Cruzadas, como corolário dos contratos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. 
Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam.
Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".





Espero que tenham gostado, não esquece de compartilhar, seguir e curtir.

Até a próxima!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vitrine: Porque somente os gringos?

Bom, a pergunta que não quer calar é: porque só lemos livros gringos?

Não estou dizendo que livros estrangeiros não são bons porém existem muitas obras brasileiras nas quais deveríamos dar oportunidade. Precisamos desmistificar essa coisa de que o estrangeiro é bom, é o melhor, que a gram do vizinho sempre é mais verde do que a nossa. Se formos fazer uma pesquisa dos últimos 5 anos em que, quais os melhores livros alcançaram os primeiros lugares no ranking de mais vendidos, a literatura estrangeira supera com certeza. Entretanto a culpa não é deles e sim, nossa nós os colocamos lá, nos primeiros lugares deixando a mensagem de que: a literatura Brasileira não é boa, não vende, não vale a pena investir alto em autores nativos, em turnês pelo País a fora porque não há público o suficiente. Precisamos mudar isso não acha?

Eu vou dar a vocês cinco razões para darem uma segunda chance a literatura brasileira:

1)      Porque é sempre melhor ler um livro na sua língua original;

 Na língua em que ele foi escrito, pois ao invés da Sacha que foi alfabetizada em inglês, acredito eu que todos que estão lendo esse texto foram alfabetizados em português. O português é a nossa língua mãe, por mas que todos nós desejemos aprender outras línguas (o que, claro é bom), Português sempre será a língua da nossa alma, a língua que a gente conhece, a língua que traduz melhor os nossos sentimentos. E as línguas, os nossos idiomas não são códigos totalmente intercambiáveis. Nunca uma tradução vai ser completamente perfeita de uma língua para a outra, por melhor que a tradução seja sempre vai haver falhas. Na língua portuguesa por exemplo, existem várias palavras que não podem ser traduzidas facilmente para outra língua, como por exemplo: saudade, malandro, gambiarra, bagunça, cafuné. São palavras que não tem tradução direta para outras línguas da mesma maneira que outra língua contém palavras que não podem ser traduzidas para o português sem causar um prejuízo enorme. Então, ao ler um livro português você tem sempre a certeza de que está lendo aquilo que realmente o autor quis dizer e geralmente os textos em sua língua original tem muito mais qualidade.

2)      Porque muitas traduções são de fato, muito ruins; 

Para explicar isso eu vou dar um exemplo do livro O Jardineiro Fiel que eu comecei a ler e abandonei, simplesmente porque não consegui terminar. A tradução estava muito ruim, artificial e eu não estou dizendo que o livro é ruim não, alguém ai por exemplo pode ter gostado, inclusive o autor John La Carre é muito prestigiado e tudo mais...O livro é bom, a história é boa, só que a tradução me pareceu um tanto artificial. Por exemplo, numa passagem em uma personagem chamada Helena fala para uma personagem chamada Glória a seguinte frase:


“Bem tenha cuidado com o seu querido rabo, querida.
Garotões recém enviuvados podem ser um tesão.”

Galera, essa frase jamais seria pronunciada por ninguém que fala português. Não se trata de ingenuidade, mas mulheres brasileiras não falam com umas com as outras dessa maneira, isso soa muito artificial. Esse tipo de construção talvez em inglês isso possua alguma naturalidade.

“Well, you just watch your sweet arse, honey.
Freshly widowed playboys can be very raunchy.”

Porém quando vai traduzido, se torna completamente artificial, simplesmente nós, brasileiros jamais diríamos algo como isso. Essa é uma tradução que deixa muito a desejar, fazendo com que o livro fique muito artificial. Claro que nem sempre é possível fugir das traduções. Você quer ler um livro japonês, russo, você tem que procurar uma tradução pouca gente fala essas línguas. O que eu to querendo dizer é que, muitas traduções não são bem feitas e de tanto ler esses livros esses livros com traduções questionáveis e artificiais, a gente se habitua com o modo de ler o livro português muito ruim, muito inferior do que ao português quando bem escrito por autores brasileiros podem se transformar. Você pode se surpreender com maneiras de narrar incríveis e muito mais naturais, muito mais tocantes do que essas formas muitas vezes limitadas de traduções que é o mais fácil de encontrar por ai.  

3)     A literatura brasileira é uma das melhores do mundo; 

Ao contrário do trauma que você pegou na escola, é uma das mais variadas e de melhores qualidades no mundo. Nós temos a sorte de morar num País em que temos escritores que são respeitados e estudados pelas universidades do mundo inteiro. Em muitos casos considerados como os maiores e melhores do século XX e de todos os tempos. Como exemplo podemos citar o caso do Guimarães Rocha, Machado de Assis, da Clarice Lispector. São escritores muito respeitados e estudados no mundo inteiro. E não trata-se apenas do prestigio entre os estudiosos, nós também tivemos autores muito bons excepcionais, que foram grandes sucessos de popularidade, que vendiam muitos livros porque escreviam livros para o povo, livros muito legais que antigamente eram muito mais lidos pelo povo do que por nossas gerações. É o caso de: Jorge Amado e do Érico Veríssimo que as obras deles foram adaptadas para filmes, novelas, música, eles eram muito populares. Era o caso do Incidente em Antares que na época pelo menos dos meus pais, todo mundo lia era um grande sucesso, mas hoje em dia a nossa geração não conhece, isso é uma vergonha.


         4)   Livros brasileiros falam da nossa realidade; 

     Não só da nossa realidade em quanto brasileiros mas também da nossa realidade regional e toda nossa diversidade cultural. Por exemplo, eu nunca fui a Manaus e saberia menos ainda se não fossem pelas obras do Milton Ratun, que além de ter histórias incríveis falam de uma maneira que faz com que eu tenha vontade de conhecer a cidade. A mesma coisa acontece também com os poemas e os contos da Cora Coralina que falam de Goiás. Também tem aquela questão de conhecer o Brasil do passado, como por exemplo, quando a lemos o Carneiro Vilela conhecemos o Recife antigo, quando lemos o Érico Veríssimo conhecemos as tradições das cidades gaúchas de antigamente, quando você lê a Lígia Fagundes Telles ou a Zélia Gatai você conhece melhor a cidade de São Paulo, sobre o passado dessa cidade, enfim ler literatura brasileira, é ler sobre nós mesmos. Estamos caminhando para o quito e último motivo porém, não menos importante, na verdade o mais importante de todos.

     5) Não podemos deixar a literatura Brasileira morrer; 

     Não podemos deixa-la morrer. Existem inúmeros escritores brasileiros que já escreveram, publicaram seus livros mas não conseguem vender, não conseguem serem lidos, não conseguem deslanchar. Eu acho que esse é o principal motivo para que não possamos deixar que a lista dos livros mais vendidos do mundo, estejam sempre lotadas de títulos estrangeiros. Não estou dizendo para não lerem livros estrangeiros, é obvio que não estou falando isso. Estou falando que, se continuarmos tão desinteressados assim, pela literatura que é feita aqui no Brasil as editoras vão continuar entendendo que a literatura brasileira, não vende, que literatura brasileira não é um bom negócio e vai continuar lançando por aqui em sua grande maioria, livros internacionais. E dessa forma como é que vai surgir os novos escritores, como vamos ter novas Clarices Lispector, como é que vamos ter novos Gracilianos Ramos? Pode ser que tenham vários novos escritores, escrevendo e batalhando e mandando seus originais para as editoras e simplesmente levando um não atrás do outro. Pode ser que tenha vários talentos por ai que não estão sendo desenvolvidos porque, nós aqui no Brasil não estamos dando chance para novos escritores. E só quem pode mudar esse quadro, somos nós. Não vamos deixar que os nossos gostos, a nossa história literária seja escrita por gente que, nunca pôs os pés no Brasil.

Vamos dar uma chance também, para o que sai daqui de dentro, eu garanto que você não vai se arrepender.


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Anya: Agora o que faço eu da vida sem você?

Odeio o modo como e carinhoso
Amigo
Atencioso
E pela sua molecagem me cativou
Odeio o modo como entreguei
Odeio o fato de sofrer tanto por ter perdido
Odeio o modo como você abandonastes
E o fato de ser tão seco tão frio
Por não me procurar
Odeio ver o carinho que antes era meu também....
Seu bom dia,
Como tudo acabou
Mas o que mais eu odeio
E o fato de não conseguir te odiar
Nem mesmo por um minuto
Nem simplesmente por odiar.

                                                    Anya


Enquanto folheia seus cadernos relendo poesias, acabei fazendo uma retrospectiva da minha vida. Nem sempre a gente faz a escolha certa. Ás vezes devido a nossa fragilidade, acabamos pegando alguns atalhos e vamos por eles até um determinado momento em que, vimos que não está valendo a pena está lá, viver como estamos vivendo, que aquilo não nos faz bem. Que estamos sendo alguém que não queremos ser. Não há maior insatisfação na vida do que isso, ser alguém que não gostamos de ser, sentir essa inadequação existencial, um ponto fora da curva, sentir essa falta de engajamento social. Nós podemos errar claro, somos humanos porém não podemos nos tornar o erro, pois fazendo isso acabamos deixando de ser nós mesmos e era assim que eu me sentia. Como um borrão, um caractere sem luz própria, apenas sombras, vagando por ai.

 Sabe aquela consciência de que você não está sendo o ser humano que você poderia ser? Todo esse encontro com suas antigas leituras, sonhos, ilusões fez com que com que redescobrisse quem ela era. Porque nada, nenhuma falha ou erro é capaz fazer com que deixássemos de ser quem éramos. De vez em quando isso acontece conosco também, nos esquecemos de quem somos e nunca podemos deixar que a nossa luz se apague. De vez em quando vamos fazendo coisas que apagam a nossa luz, em algum determinado momento da vida você vai perceber isso também. Ao invés de amar está odiando, ao invés de perdoar está se vingando, ao invés de crescer está decrescendo, ao invés de avançar está retrocedendo, ao invés de escolher ser quem você é, o ser humano que você pode ser, a sua melhor parte, escolheu ser uma sombra qualquer. Descobrir esse amor, essa chama que nunca se apaga, se descobrir mais uma vez essa luz maravilhosa que temos dentro de nós e nunca permitir que essa luz se apague. Se sentir que por algum motivo que essa luz está se apagando, levante e siga em frente, recomece. E eu? Vou super internalizar essa dica maravilhosa que acabei de passar para vocês (sempre fui ótima em dar conselhos para os outros, é claro).


Está sendo muito difícil ficar sem falar com Juan, confesso que ter perdido o número dele, fecha aspas, ajudou bastante, lá se vai dois meses. Achei que ele iria sentir a minha falta o suficiente para vir ao meu encontro e perceber que sempre fui o seu Tchan, mais isso não ocorreu. Com o passar do tempo, fui me acostumando e até mesmo descobrindo uma boa companhia, na solidão. Passei a escrever e ler cada vez mais o que estava sendo ótimo, uma espécie de cegueira na busca por tanta informação, era o meu jeito dizer adeus, mas sem dizer. No fundo sentia falta de um amor, mas não um amor tradicional daqueles que se ganha apenas para se perder no final. E sim, um amor novo algo tão almejado mesmo ainda sendo desconhecido. Inspiração para tantos corações românticos, para tantos versos sem resposta versos esses que esperam que alguém finalmente os aceite em paz. Resolvi viver a minha vida e parar de sofre pelos outros.

O único problema era que eu não sabia por onde começar.

 E agora que sai do transe chamado Juan, comecei a observar mais o mundo a minha volta e quando foi que as pessoas começaram a me evitar? Quando foi que a minha inteligência e conhecimento por incrível que pareça, natural das coisas (as vezes sei de coisas que nem sei onde aprendi, apenas sei que sei, vai entender) começou a incomodar? Quando foi que ao ser eu, passou a ser tão insatisfatório para sociedade? As vezes tenho a nítida impressão que só o meu respirar incomoda. Bom é nisso que dá, passar tanto tempo assim amando alguém, só acho. No início, nada disso me incomodava.  Tinha meus livros, minha escrita, minhas músicas, o prazer da minha própria companhia e o redescobrimento de mim mesma, até começar a sair de trás daquele velho balcão.

Quem simplesmente adorou isso foi a Tati. Sempre adorara a Anya apesar de serem tão diferentes, sempre fora uma amizade sincera, especial. Foi através da Tati que Anya conheceu Juan, para que foi adicioná-la naquele grupo de debate? Mais a Anya é tão articulada, sabe falar sobre praticamente todos os assuntos além de ser muito divertida com quem consegue ultrapassar aquela muralha de aço. Se sentia muito culpada por acabar inconscientemente ter colocado a amiga nessa, faria de tudo para tira-la da fossa mesmo ela dizendo que estava tudo bem, no fundo Tati tinha mais ou menos uma ideia da dimensão do estrago.


Precisaria de um plano mas não poderia ser qualquer tipo de operação. Anya era muito introvertida, até mesmo estranha as vezes e nunca concordaria com os termos de Tati, apesar de respeitar a amiga não se via vivendo do seu modo, era romântica demais para isso. Mais Tati já tinha uma ideia do que iria fazer.



Continua...




Gostou?
Confira como tudo começou: https://vocenaopodedeixardeler.blogspot.com.br/search?q=Anya

Confira a trilha sonora: https://www.wattpad.com/484531360-conto-anya-n%C3%A3o-olhe-pra-tr%C3%A1s

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Convite: Olha só o que teremos para esse mês!!!!!



Olá Galerinha tudo por ai?

Bom o mês de Outubro (um pouco atrasado, mais ta valendo), teremos conosco a Lucy!

Iremos jogar roleta Russa e o tema será o livro maravilhoso Destinada a Você

Vem brincar conosco, vem!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Anya: Não olhe pra trás



Vazio
O vazio ainda pulsa...
Tento expulsar de mim as palavras
Porém sem sucesso.
Isso que vivo, não e vida
É um imenso e grande
.
.
.
.
.
.
.
.
.......................... Vazio.

                              Anya



Ei, o que ta fazendo ai? Vem cá deixa eu te dar um abraço, feliz aniversário! Apenas uma amiga nem tão intima assim, celebrou.
Anya recebera o abraço desajeitado ao mesmo tempo em que fechava seu caderninho de anotações.
Vazio, era assim que ela sentia atualmente.
Desde aquele último episódio com Juan muita coisa mudara externa e internamente para Anya.
Aquela carga de adrenalina, risos, susto, fez com que ela tomasse um choque de realidade quanto a sua situação.
Durante esse longo tempo Anya apesar de ter em sua concepção formada de que não queria ser amante de Juan, nem de homem algum, pouco a pouco foi se deixando envolver pelas inúmeras armadilhas de sedução que lhe foram proporcionadas.

Sabe quando você idealiza algo na sua cabeça, o imagina perfeito e quando finalmente vive, descobre o quanto é criativa além da conta, e o encanto acaba?  - Comentou Anya com sua amiga Andréa.

Sei sim Anya, muito mais do que você imagina. Não sei a quem está se referindo mais aposto que é o responsável por esse poema tão triste.
Anya gostava de escrever. Sendo muito tímida as palavras acabam por ser a melhor maneira de desabafar além é claro da vergonha que sentia em se abrir com alguém em relação a Juan. O silencio, a indiferença dele a estava sufocando.

Todos os dias era a mesma coisa:

Despertava já a procura do celular na esperança de receber um bom dia que nunca chegava;
Só era correspondida caso tomasse a iniciativa de cumprimentar primeiro;
Prometia a si mesma que jamais falaria com ele se ele não falasse com ela primeiro;

Dica do dia: só prometa aquilo que realmente conseguirá cumprir.
Vocês já perceberam o quanto somos vítimas da pressa? Não? Eu garanto que você já enviou várias mensagens para várias pessoas, várias vezes algo ou alguma coisa. Nós temos essa mesma necessidade quando amamos alguém e talvez por medo de que aquilo que fazemos não nos baste, talvez não baste mais para o outro temos pressa em avisar o que estamos vivendo, que esquecemos de ver o que estamos vivendo exatamente.
Você envia uma mensagem pelo celular se a pessoa não responde após um minuto, já trabalhamos com inúmeras possibilidades como a de um AVC, um infarto fulminante, parada respiratória, ficamos nervosíssimas pensando, meu Deus ele já visualizou e não respondeu, porque? Nós sempre estamos exigindo essa pressa dos outros ou alguma coisa está errada.
Ao ver aquele silencio interminável me derramava em mimos, emojis fofos e românticos na espera desesperada de receber o mesmo em troca, coisa que quase nunca acontecia estragando completamente meu dia sem sequer conseguir perceber o quanto já estava completamente cansada disso.

Juan estava a cada dia mais distante, frio, indiferente depois de ganhar o coração de Anya, de repente a conquista perdera a graça afinal já conseguira o prêmio que tanto queria. A tivera finalmente por inteiro e por tantas vezes que perdera a conta. Anya apesar de toda timidez, ingenuidade e falta de experiência vinha se mostrando a cada dia uma amante excepcional, ele nunca havia se envolvido com uma mulher de tamanha intensidade, de uma coisa Juan tinha certeza a amaria para sempre.  Não que esse sentimento representasse algum peso em sua vida, gosta de ser livre, independente, ir e vir, fazer aquilo que quiser. Nunca foi dado a amores por ninguém, nem mesmo pela mulher que lhe dera um teto, uma estrutura, uma família essa na qual ele suportava a duras penas até conseguir se equilibrar e ai finalmente seria feliz, pensava ele. Não ele não pretendia ficar com nenhuma das duas isso era fato, ele amava Anya sim era um amor puro, coisa de criança diferente de agora que se tornara um homem não iria perder tempo com essas coisas de "amor".
Precisava dar um basta naquela situação porém não conseguia expressar nada mais além do que indiferença total aos sentimentos dela exceto quando seu músculo inferior latejava ao pensar nela, não resistia e se rendia novamente aos seus encantos, será que isso nunca terá fim?



Acordei inexplicavelmente feliz o inverso da noite passada onde a sensação de vazio me preenchia por completo. Escrever me faz bem. Ao fazer essa reação química entre lápis, caneta e papel, sim pois é muito melhor escrever primeiramente de lápis, se errar poderá simplesmente apagar e começar tudo outra vez - Fica a dica. Quando coloco meus sentimentos no papel, dar-se início a um processo libertador dentro de mim é como se eu estivesse transferindo toda aquela antítese para o poema, prosa, conto ou seja lá como se chame aquilo no qual estou escrevendo. Isso me renova me fortalece. E sabe a dica sobre o lápis e a borracha? No aniversário de Juan, fiz a maior festa virtual que alguém poderia fazer, com direito a um livro sobre a nossa trajetória, vídeos, fotos onde mostrei tudo que havia preparado para comemorar esse momento e é claro abrir o meu coração novamente com toda intensidade, alegria e ingenuidade de sempre - como fui tola.

Juan leu tudo (na verdade acredito piamente que ele fingiu ler), sabe quando você ler algo apenas no início e no fim só para não ser pego se contradizendo?

Obrigado, sem palavras - escreveu Juan, tão frio quanto o inverno do Alasca.

E naquele momento creio que tive a maior de todas as decepções da minha vida. Joguei o piquenique que havia preparado com tanto amor no lixo, ficando apenas com o vestido novo, maquiagem e cabelo que havia preparado para ocasião. Recebi vários elogios e até uma nem tão amiga assim, me parabenizou, afinal também era o meu aniversário até nisso a sorte me foi infeliz. Em quanto escrevia vi o quanto a borracha e o lápis eram importantes e comecei a me questionar porque não fazer esse papel na vida. Ser um lápis onde desenhamos a nossa história cheia de planos, amor, projetos porém ter a sagacidade da borracha em apagar tudo aquilo no qual erramos ou simplesmente porque nos demos conta de que aquilo não é o que queremos e após a limpeza começar tudo outra vez?

Juan nem viu o que o atropelou:

Águas Passadas
De que é feito o amor?
Dizem que o amor é paz
Que o amor tudo suporta
Tudo perdoa, tudo crer
O amor para ser amor
Tem que ser “perfeito”.


E crendo nisso, nos atiramos
Num abismo sem fim
Fazendo com que as vezes
A decepção seja tão quão!

Nunca estivemos tão errados.

O amor é sim um misto de paz
É como o brilho do sol da manhã
Nos aquecendo o coração.
Tudo crer, tudo suporta
Mesmo a despedida, a distância.
Somos capazes de colocar
O nosso amor de lado
Se julgarmos não ser o suficiente
Não ser merecedor daquele
No qual tanto admiramos.

O amor não precisa
De cultivo alheio ou presença
É autossuficiente e se mantém
A cada dia mais amante
Vibrando com pequenos gestos
Um olhar, um sorriso
Um, “é bom te ver por aqui”

Ele é altruísta
Fazendo com que abramos mão
Daquilo que nos é tão valioso
Se não estamos fazendo-o feliz.

E em paz ficamos onde estamos
Num misto de antítese
Somos o motivo do que vai adiante
E sem mais, optamos por ficar distante
Já que tudo aquilo que seguramos com muita força
Acabamos perdendo se não é amor.

Muitos optam por viver com o outro
Mesmo estando incompleto
Mesmo não tendo nada a dar
Apenas por medo da solidão.

Muitos escolhem a solidão
Por medo de uma “prisão”
Na qual existe em nada mais além
Do que em nossas mentes.

Mais uma coisa lhes digo:
Antes que esse século se finde
Que meu tempo na terra se vá
Conhecerei o amor de verdade

Onde as pessoas evoluíram
Ao ponto de entender
Que nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Que podemos ver o mundo de outro jeito
E ao fazermos isso, tudo fica mais fácil

Compreenderão que o que é errado ficou certo
O que é certo ficou errado
Que cada um só dá aquilo que possui para dar
Que o ser humano pode ser alguém especial
Começando por você
Quantas sementes você plantou hoje?

Entenderemos que se não faz sentido
Discordamos com isso e não é nada demais!
O que vale é deixarmos águas passadas
Pegarmos uma nova estrada e não olharmos para trás
Como sempre o amor
Está mais do seu lado que você
Siga em frente, linha reta
Não procure o que perdeu
O que você "acha" que algum dia, foi seu
Reveja seus conceitos.

                                          Aquela que um dia já foi sua, Anya.




Continua….



Gostou?
Confira como tudo começou: https://vocenaopodedeixardeler.blogspot.com.br/search?q=Anya

Confira a trilha sonora: https://www.wattpad.com/484531360-conto-anya-n%C3%A3o-olhe-pra-tr%C3%A1s

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Poesia: Águas passadas


De que é feito o amor?
Dizem que o amor é paz
Que o amor tudo suporta
Tudo perdoa, tudo crer
O amor para ser amor
Tem que ser “perfeito”.


E crendo nisso, nos atiramos
Num abismo sem fim
Fazendo com que as vezes
A decepção seja tão quão!


Nunca estivemos tão errados.


O amor é sim um misto de paz
É como o brilho do sol da manhã
Nos aquecendo o coração.
Tudo crer, tudo suporta
Mesmo a despedida, a distância.

Somos capazes de colocar
O nosso amor de lado
Se julgarmos não ser o suficiente
Não ser merecedor daquele
No qual tanto admiramos.


O amor não precisa
De cultivo alheio ou presença
É autossuficiente e se mantém
A cada dia mais amante
Vibrando com pequenos gestos
Um olhar, um sorriso
Um, “é bom te ver por aqui”

Ele é altruísta
Fazendo com que abramos mão
Daquilo que nos é tão valioso
Se não estamos fazendo-o feliz.


E em paz ficamos onde estamos
Num misto de antítese
Somos o motivo do que vai adiante
E sem mais, optamos por ficar distante
Já que tudo aquilo que seguramos com muita força
Acabamos perdendo se não é amor.


Muitos optam por viver com o outro
Mesmo estando incompleto
Mesmo não tendo nada a dar
Apenas por medo da solidão.


Muitos escolhem a solidão
Por medo de uma “prisão”
Na qual existe em nada mais além
Do que em nossas mentes.


Mais uma coisa lhes digo:
Antes que esse século se finde
Que meu tempo na terra se vá
Conhecerei o amor de verdade


Onde as pessoas evoluíram
Ao ponto de entender
Que nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Que podemos ver o mundo de outro jeito
E ao fazermos isso, tudo fica mais fácil


Compreenderão que o que é errado ficou certo
O que é certo ficou errado
Que cada um só dá aquilo que possui para dar
Que o ser humano pode ser alguém especial
Começando por você
Quantas sementes você plantou hoje?


Entenderemos que se não faz sentido
Discordamos com isso e não é nada demais!
O que vale é deixarmos águas passadas
Pegarmos uma nova estrada e não olharmos para trás


Como sempre o amor 
Está mais do seu lado que você
Siga em frente, linha reta
Não procure o que perdeu
O que você "acha" que algum dia, foi seu




Reveja seus conceitos.