domingo, 31 de maio de 2020

O Brincando com as Estrelas desse mês esteve conversando com Marcos DeBrito, confira!

Lá estava eu, em um dos meus lugares favoritos, quando ouvi um vendedor gritar para uma senhora: “O Escravo de Capela está esgotado, senhora, e sem previsão de chegada. Sugiro que solicite pelo site para que a mesma possa acompanhar. Nós não temos previsão de quando chegará esse livro de novo aqui na Saraiva”.



1 - Com uma construção fantástica e emocionante, baseados em registros históricos, uma recontação de uma de nossas lendas mais famosas, como se sente, Marcos, com todo esse sucesso do Escravo de Capela? Deve está muito orgulhoso, você imaginou isso, essa repercussão toda, o retorno que vem lhe trazendo?


R: Em primeiro lugar, super obrigado pelos elogios ao livro. A gente sempre torce para que um trabalho atinja o maior número possível de pessoas, porém eu não tinha certeza se conseguiria porque o tema da escravatura é muito delicado. O leitor mais desavisado pode achar que é um romance histórico monótono que se passa em uma das épocas mais cruéis da nossa História, quando, na verdade, é um terror bem sombrio que usa o mal da escravatura como combustível para uma rebelião sobrenatural. Eu tenho bastante orgulho desse livro e acho que a aceitação dos leitores foi reflexo dessa minha confiança de ter criado algo interessante com elementos da nossa cultura e passado trágico.



2-Conte-nos um pouco sobre a construção dessa obra, da onde surgiu a ideia, um extra dessa construção excelente. E pretende fazer um longa dele? Me peguei imaginando um filme e ficaria muito legal.


R: Alguns leitores acham que o ponto de partida foi repaginar uma das nossas principais lendas de maneira mais adulta, resgatando o horror original que existia nos nossos personagens mitológicos, no entanto minha intenção inicial foi contar uma história sobre vingança e superação. Ambientei a trama no Brasil colônia e coloquei a escravatura como tema principal. Pesquisei muito sobre os costumes da época, sobre as fazendas de cana, o comportamento dos Senhores de Engenho e como viviam os escravos nas senzalas. A ideia de um rapaz que voltaria após ser morto surgiu naturalmente por causa da mina inclinação para o terror. E o modo como ele seria morto me trouxe a ideia de usar a lenda do Saci. A partir disso, novas pesquisas foram feitas e o enredo ganhou mais força, tornando-o essa releitura folclórica.
Interessante você mencionar o livro como filme porque ele foi escrito originalmente como longa-metragem. O projeto já existe, com elenco sugerido, roteiro e orçamento prontos. Estamos tentando, mas não é muito fácil por causa do valor para realizá-lo e a duração. Para adaptar o livro todo, precisaria de uma série ou um filme de quase 3 horas. E a preferência do mercado é por longas com até 90 minutos.



3-Você pretende continuar recontando lendas do nosso folclore, trazendo um pouco mais sobre um Brasil no qual nem todos conhecem, ou trata-se apenas de um volume único?


R: Eu nunca escrevo uma história pensando em continuações ou partes de uma coleção. Gosto de me dedicar inteiramente a o que estou escrevendo para atingir um resultado que eu goste. Como "O Escravo de Capela" não partiu da ideia de repaginar os mitos nacionais, quando eu encontrar algum outro personagem folclórico que se encaixe perfeitamente em uma, trama talvez isso possa acontecer de novo. Por enquanto não tenho essa pretensão. No entanto, meu primeiro romance, "À Sombra da Lua", também é sobre uma criatura mitológica: o lobisomem. Considero-os "livros irmãos" porque ambos são de época, com o mesmo estilo de trama, de escrita e também repagina o imaginário popular para torná-lo mais verossímil.




4-Akili, Sabola, Fazenda Capela, enfim; onde começa e termina ficção e fatos reais propriamente ditos? Fiquei refletindo muito sobre isso  ao termino da leitura.


R: Propósito atingido! Rs. Eu quis mesmo escrever de maneira que deixasse os leitores em dúvida sobre o que foi criado e o que poderia ter, de fato, existido. Essa é uma das vantagens de ambientar bem uma história, com informações verdadeiras da época na qual ela se passa. Todo o cenário social e político no livro é real. O Brasil estava dependente de Portugal, a cana era o principal produto de exportação e nosso país estava longe dos outros na questão da abolição da escravatura. Eu coloquei vários desses discursos na boca dos personagens, sem jamais me afastar da trama. Conseguir mesclar informações verídicas com a ficção, de um jeito que elas não incomodem o enredo, é um bom modo de trazer essa sensação no leitor. O que criei foram os relacionamentos entre personagens e história de cada um, inclusive as do Akili e do Sabola. Para eles, fui atrás das mais diversas lendas que existem sobre o Saci, tanto as indígenas, como as africanas e portuguesas, e inventei uma que soasse mais crível. Uma que realmente poderia ter existido.



5-Inclusive, galera, no livro alguns capatazes da fazenda apelidavam o Akili, de “Preto Velho”; trata-se do preto velho retratado na religião africana? Olha que daria uma boa continuação, rssrsrsrs. Fale mais detalhadamente desse personagem em especial, assim como tantos outros no qual não irei citar para que não acabe dando spoiler. Já pensou nisso? Ou alguém, editora, fãs, leitores betas, enfim te pediram isso?


R: A referência é ao preto velho retratado na religião africana, sim. Sua imagem, postura e função na trama confirmam isso no decorrer da história sem ser algo explícito. Eu gosto sempre de jogar as ideias para serem pegas pelos leitores mais atentos.
Os pedidos que me aparecem são mais para repaginar os demais personagens do nosso folclore do que fazer uma continuação propriamente dita. E isso vem de vários leitores. Não sei se penso em usar meus mesmos personagens em outras histórias, mas algo bem legal que aconteceu foi que um escritor da Suma, que terá seu livro lançado em abril, quer fazer um crossover com o personagem dele e o Sabola. Eu adorei a ideia, mas não posso falar nada a respeito agora.



6-Agora nos conta um pouco sobre suas outras obras. Esse é seu terceiro livro, né? Conte um pouquinho para a galera sobre esses outros livros; conte-nos um pouco também sobre seus outros projetos, como cineasta premiado, diretor, roteirista, escritor... Você vem sendo considerado uma grande renovação na produção de filmes no Brasil. Andei dando uma pesquisada e o seu primeiro longa-metragem “Condado Macabro”, que foi lançado em 2015, está nos representando muito bem, não somente aqui no país mas no exterior também. Como está sendo isso tudo para você, esse retorno, o reconhecimento pelo seu trabalho duro e como tudo começou? E quais as dicas que você deixa para aqueles que, como você, estão correndo atrás de seus sonhos e com um imenso desejo de ver o seu trabalho reconhecido?


R: Culpo os obstáculos do cinema por eu ter me tornado um escritor. Minha grande paixão, desde pequeno, sempre foi a sétima arte. Acabei me formando em cinema e atuo até hoje no ramo. Todas as histórias que escrevo surgem primeiro como roteiros cinematográficos. Mas como são complicados de conseguir patrocínio, adapto e mando para as editoras. Foi assim com o meu primeiro livro. O "À Sombra da Lua" é um projeto de cinema, ou série para a TV, de orçamento muito alto. Quando percebi que demoraria para chegar no público, reescrevi como romance. Tenho um carinho especial por esse livro. Ele foi aceito pela Rocco e indicado ao Jabuti de Melhor Romance em 2013. Há planos futuros bem concretos pra esse título, inclusive uma continuação. Meu segundo texto publicado foi a versão para as prateleiras do "Condado Macabro". O editor da Simonsen estava na sessão durante uma Mostra em São Paulo e me procurou. Ele já me conhecia pelo primeiro livro e gostava muito do roteiro do Condado. Foi publicado junto com a estreia nos cinemas. Também há novos planos para ele, mas não tão concretos.
No cinema, minha carreira é bem diferente. É mais voltada à crítica que ao mercado. Em 2001 ganhei meu primeiro Kikito no Festival de Gramado com o curta "Vídeo Sobre Tela" e depois em 2007 com o "O.D. Overdose Digital". Mas o curta "Uninverso", de 2004, foi meu filme de maior destaque em festivais, rodando o mundo em mostras, sendo exibido em alguns canais de TV pela Europa e ganhando várias premiações. Meu primeiro longa saiu em 2015 e não esperava a repercussão. Foi um trabalho feito sem grana, sem grandes intenções, mas que acabou sendo vendido para vários países e está até hoje na grade da rede Telecine, além de estarmos negociando com a Netflix. E este ano sai o "Histórias Estranhas"; um longa antologia que faço parte com o segmento "Apóstolos".
A dica é a mesma de sempre: nunca desistir. Você precisa persistir no que quer. Na maioria das vezes o mercado tentará destruir seus sonhos, te colocar lá pra baixo e ele faz muito bem essa função. São muitas derrotas consecutivas para se ter uma vitória. Só que para os outros, que estão vendo tudo de longe, só aparece a parte boa.
Se você quer ser um escritor, continue escrevendo e enviando seus originais para todas as editoras possíveis que recebam seu gênero. Revise sempre, mande para amigos darem opinião, aceite as críticas, reescreva e mande. Lembre-se que o “não” você já tem. Tudo que vier diferente disso é lucro.
Para cinema é um pouco mais complicado porque é um ramo caro. Se você não tem como investir tempo e dinheiro nas suas obras, seria bom participar de outros filmes e ir conhecendo uma equipe que trabalharia de graça com você por amor ao projeto. E a partir daí ir crescendo, buscando editais, patrocínio... Também é importante estudar a parte técnica. Existem alguns detalhes que precisam ser respeitados para não criar algo amador que não terá chances de ingressar no mercado.




7-Que novidades podemos esperar para 2018?

R: Já no começo do ano será publicado, também pela Faro Editorial, o meu quarto livro. Ainda não estou autorizado a revelar o título, mas é um estilo diferente de todas as minhas histórias anteriores. Ainda é de terror, mas sem violência gráfica. É sobre o retorno de um jovem a uma casa que ele acreditava ser assombrada quando era mais novo. Ele volta para confrontar o medo, buscando indícios de que tudo não passava de imaginação infantil, até rever a criatura certa noite e ela começar a assombrar o seu irmão mais novo.
É um texto diferente dos que já escrevi. Poucos personagens, um único cenário, mais curto...Ele traz uma discussão muito forte sobre traumas, família e adolescência. Seria um tipo de livro Young Adult, só que de terror. O miolo está espetacularmente lindo, com duas cores e várias ilustrações. Deve sair em abril e é outro trabalho que estou muito orgulhoso. A Letícia Spiller, que fará uma das personagens na versão para o cinema, escreveu a frase da capa.


Marcos, o Você não pode deixar de ler, assim como eu desejamos muito sucesso em sua jornada, estaremos de camarote acompanhando todas essas novidades e curiosíssima para ver o que Abril nos aguarda! 
Foi um prazer bater esse papo contigo e espero que seja o início de uma longa amizade. Mais uma vez parabéns pelo belíssimo trabalho!



Lindaiá Campos
#vcnpdeixardeler






Curiosidades

Em 2018 o primeiro livro publicado por Monteiro Lobato, intitulado “O Saci-Pererê: Resultado de um Inquérito”, completará 100 anos de seu lançamento.
A obra começou a ser concebida em 1917, quando Monteiro lobato propôs aos leitores do “Estadinho”, suplemento do jornal O Estado de S. Paulo, do qual era colaborador, que enviassem cartas contando tudo o que soubessem ou tivessem ouvido falara sobre o mito do Saci-Pererê.
Especificamente, tratava-se de um pequeno questionário (um inquérito) que as pessoas deveriam responder e enviar ao jornal.
O inquérito recebeu dezenas de respostas, que apresentaram tons variados. Muitas traduziam uma nostalgia de infância passada em fazendas do interior de São Paulo e Minas Gerais, outras atribuíam a crença no Saci à ignorância da população rural. Havia também referências a outras lendas brasileiras, como a mula-sem-cabeça e o boitatá.
A primeira edição da obra foi lançada em 1918. O livro foi Autopublicado e para financiar a tiragem inicial de 2000 exemplares; Lobato acrescentou anúncios publicitários desenhados por Voltolino, nos quais o Saci apresentava e recomendava diversos produtos.

Monteiro Lobato, porém não assinou a obra como autor, considerando que o seu papel havia sido apenas de editar os textos que recebera.


Você conhece outros contos diferentes do de monteiro Lobato, do Escravo de Capela? Deseja ou já escreveu um conto sobre ele?



Envie o seu conto para nós e concorra a um kit exclusivo e seu conto será publicado no nosso blog!

Resenha: O Curioso destino de Rita Quebra-cama e outros contos



Sabe aquelas cenas de novelas de antigamente, onde temos as famílias de fazendeiros tradicionais no Nordeste, o cotidiano de toda essa gente singular além é claro de muitos rebuliços.

Essa foi a exata sensação que sentir ao ler os sete contos de Ricardo Ishmael.  Dizem que sete é a conta do mentiroso. Talvez até seja uma conta que nos caia muito bem como escritores.

O Curioso Destino de Rita Quebra – cama vem nos contar causos de maneira fácil, bela narrando tradições populares da Bahia se lembrando de conservar na integrar seu dialeto, parabéns Ricardo.

Com uma linguagem rica e simples, a obra nos ensina e convida a desmistificar algumas coisas, a encarar a vida exatamente como ela é independente da forma, cada qual do seu jeito.



Como diz Dona Maria de Santa Fé em O Ultimo Rebuliço, primeiro conto de O curioso destino de Rita Quebra – Cama, a luta ou a vida é para os fortes, uma missão para quem tem coragem. E ela teve coragem para enfrentar a disputa pelas terras, tão comum dos índios aos dias atuais, tudo sempre com um preço. Como acontece em A pessoa é para o que nasce.”



terça-feira, 17 de setembro de 2019

Vitrine: Você é narcisista ou possui a autoestima baixa?


Ou já esteve no auge e alguém lhe colocou para baixo?

Está tendo dificuldades para sair dessa? Fizemos uma pesquisa nos últimos livros que resenhei nos últimos tempos, romances para ser mais exata e acabou que dois personagens específicos me chamaram a atenção: Isabela (Me Descobrindo Mulher) e Malvina Neves (Menina Veneno).





A Isabela com sua educação conservadora, fragilidade e 
total falta de experiência com sexo fez do fim 
do seu casamento um gancho para dar uma volta          
de 360° graus surpreendendo a todos, até a si mesmo.











A Malvina Neves é uma vilã divertida. 
Uma narcisista nata, o que faz com 
que cometa todos os atos maléficos que cometeu. 
Porém, no decorrer da história ela nos mostra que o narcisismo em alguns aspectos pode ser enriquecedor, fortalecedor, pode ser crucial para nossa sobrevivência e superação de obstáculos na vida. Basta saber usá-lo no momento certo.




Sendo assim, decidimos fazer um  pingue-pongue com dicas dessas inusitadas personagens para lhe ajudar ou até mesmo fortalecer seus pontos fortes.



Tribuna Liberal



quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Poesia: Olhar

Um olhar as vezes

Vê tudo...
Diz tudo...
Mostra tudo...

Um olhar

As vezes pede
Sem mesmo
Estender a mão
Nega

Diz sim
Sem murmurar um não

Um olhar as vezes
Vai bem mais
Além de um coração

Mesmo todos dizendo não

Um olhar as vezes...


Lindaia Campos

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Resenha: A Grande Rainha parte 02 ( As Brumas de Avalon)

Olá galerinha,

Seguimos hoje com a continuação das Brumas de Avalon com o livro #02, considerado a versão definitiva da lei arthuriana, divirtam-se:





A Grande Rainha nos ajuda a conhecer melhor a Gwenhwyfar assim como também, outros personagens.

A menina inocente e mimada, sempre com medo de tudo e de todos se torna uma mulher calada, cheia de artimanhas, uma fanática religiosa.

Morgana, que desaparece por muitos anos ao retornar, descobre que Athur traiu Avalon se tornando um rei cristão, sua mãe Igraine já se fora e a grande batalha, aquela que fora prevista durante muito tempo pela Senhora do Lago, já aconteceu.


Nossa, quantos acontecimentos não?


Nesse segundo livro conseguimos esclarecer algumas coisas inacabadas como por exemplo, o amor conhecidíssimo, admirado, causador de inúmeros suspiros tanto nos livros quanto nos cinemas entre Lancelote e a Grande Rainha, além de mais detalhes sobre Morgana, Viviane e até mesmo do próprio Arthur, você com certeza irá se surpreender a cada capitulo, assim como eu.


Já estou vidrada no livro #03 e você? Já começou a ler?


#vcnpdeixardeler


domingo, 18 de março de 2018

Resenha: As Brumas de Avalon Parte 01 (A Senhora da Magia)



Olá galerinha, tudo bem com vocês?


Bom, falar do romance inaugural do ciclo de Avalon é uma responsabilidade muito grande. Principalmente tratando-se do volume único que pela primeira vez foi lançado aqui no Brasil.
Todos os anos eu cumpro uma promessa feita por mim mesma de me dar no dia do meu aniversário, um presente especial, algo que normalmente eu não tenho condições financeiras para fazer no decorrer do ano, não está fácil para ninguém.  E foi uma bela aquisição. Antes de iniciar essa resenha fiquei pensando em como eu faria e  decidimos começar pelo começo.


(The Mist of Avalon) As Brumas de Avalon é uma obra de 1979 da escritora Marion Zimmer Bradley feita em quarto volumes. É ambientada durante a vida do lendário Rei Arthur e seus cavaleiros e narra a lenda arturiana de uma outra perspectiva. Os protagonistas dessa história nessa versão são Morgana, Morgause, Viviane, entre tantos outros personagens resultando na reelaboração de todo o universo mítico da trama.

O livro um, Senhora da Magia, tem como personagens principais Igraine e Uther Pedragon, os pais de Athur e Morgana e toda manipulação realizada para que essa união aconteça. Igraine uma filha da Ilha sagrada, filha de um grande Taliesin fora criada em Avalon conforme os costumes da Deusa e conforme a tradição da época foi entregue ainda menina para casar-se com um homem muito mais velho, Gorlois antes mesmo de completar 14 anos. Sua irmã Viviane, a Senhora do Lago da mesma maneira que entregou sua irmã tão nova para um casamento tal como um animal para o abate, irá destruí-lo e obrigando-a a realizar coisas das quais algumas Igraine talvez nunca se recupere.
Morgana ainda criança, assistiu tudo lhe parecendo nada mais nada menos que um filme de terror. Dividida entre os afazeres de casa mesmo sendo tão nova, a conflitante relação de amor, ódio e ciúme com seu irmão Athur, o desejo de ter mais a atenção e o amor de sua mãe, a sensação de abandono e decisões que mudariam sua vida para sempre.

Morgause, irmã caçula de Igraine e Viviane que a primeira vista parece uma personagem sem importância, porém no decorrer da trama vem crescendo de maneira impressionante e mostrando o quanto a inveja pode causar a descrição dos outros e talvez quem sabe até, de nós mesmos mais tarde.
Todas essas histórias que aparentemente parecem não ter nada haver uma com a outra, no decorrer da história vamos vendo como uma vai se ligando a outro como um efeito dominó devastador. Em breve traremos a resenha do livro 02, onde muitas dessas coisas que vocês leram e talvez não tenham conseguido fazer uma conexão irá se esclarecendo.

Num tempo onde a lei que predominava era a dos homens e das religiões e política. Onde os homens só vivam voltados para guerrear e conquistar enquanto suas mulheres cuidavam da casa, dos filhos, de fiar, tecer, cozinhar, além de se manter bonita e cheirosa para quando seus maridos retornassem da guerra ou da caça, pelo menos era isso que eles pensavam...

É uma história emocionante cheia de intrigas, armações, magias, uma trama que simplesmente lhe prenderá do inicio ao fim, intercalando de modo maestral um livro no outro.


#vcnpdeixardeler


segunda-feira, 12 de março de 2018

Resenha: Belas Maldições (As justas e precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa)





Meu primeiro contato com Neil Gaiman foi na semana nerd, quando ganhei em um sorteio o livro Deuses Americanos daí em diante não parei mais. Sempre que posso furo a fila com algum livro dele e essa foi a melhor “furada” de todos os tempos.

Acredito eu que em nenhum outro lugar você verá o inferno ser contado de maneira tão divertida, quanto em Belas Maldições. A obra é basicamente baseada em um que é considerado o único verdadeiro livro de profecias, escrito em 1655, por uma bruxa Agnes Nutter, pouco antes de ela explodir e deixada de herança para sua descendência. Segundo ele, o mundo vai acabar em um belo sábado, pouco antes da hora do jantar. No próximo Sábado para falar a verdade.

O livro narra os quatro últimos dias anteriores ao fim do mundo e em meio a bebes, usinas nucleares, freiras diabólicas, tibetanos, os quatro cavaleiros do apocalipse, ou melhor, dizendo, os quatro motoqueiros, um caçador de bruxas viciado em mamilos e leite condensado. Tudo isso em uma trama divertida com carros em chamas, explosões e um cão do inferno que todos gostariam de ter.

O casamento da ironia de Terry Pratchett e a fantasia de Neil Gaiman fizeram do apocalipse uma história engraçada, inusitada, divertida e encantadora e tratando-se do assunto que se trata, as cenas mais engraçadas que já vi na literatura.

É maestral a forma como utilizam do sarcasmo e da ironia para mostrar os nossos defeitos e tratar das nossas esquisitices humanas, que vamos combinar, não são poucas. Construindo uma narrativa com diversas referencia externa que vão desde o cotidiano londrino, quadrinhos, cinema, música até clássicos da literatura. Várias notas de rodapé no decorrer da trama dão um ton cômico, se inserindo de uma forma completamente natural na narração, genial.

Gostei muito Crowley eAziraphale. Os dois tratatam o céu e o inferno como duas empresas concorrentes, procurando a melhor forma de fazer os seus trabalhos, se reúnem de forma casualmente para tratar de negócios, fechando contratos que agradem seus superirores. Fisosofam sobre o bem e o mal, as atitudes das pessoas, o plano inefável de Deus.



O Inferno não era um grande reservatório de maldade, não mais do que o Céu, na opinião de Clowley, era uma fonte de bondade. Eles eram apenas lados do grande jogo de xadrez cósmico. Onde se encontrava a coisa em si, a verdadeira graça e a verdadeira treva de maldade, era bem no interior da mente humana.”




Durante essa busca eles dois iram encotrar muitas coisas inusitadas divertidas e até mesmo perigosas, várias pessoas como Anathema, uma jovem ocultista, dona de “As Justas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, a Bruxa”  -  guardem esse nome galera e se tiverem a chance leiam esse livro, Agnes é uma das bruxas mais sagazes e marotas que eu já li  -  , um livro importantíssimo de profecias escrito no século XVII.

Os dias finais carregam reflexões sobre a nossa própria natureza, sobre a fé e sobre a consequência de vários atos, em meio ao caos que o maior evento da Terra já sofreu é contado sempre com o toque imaginativo de Gaiman e o humor do eloquente Pratchett.
Um livro que falam sobre o comportamento humano. Como as opinões de Clowley e Aziraphale, que falam muito sobre o comportamento humano. Eles não creditam os atos bons e maus a feitos próprios, mas a predisposição do homem de escolher o que fazer. Mostra que muitas vezes, o bem pode ser o mal, e vice-versa. Todas as personagens tem algo para passar, e ensinam a dar valor a vida, por mais simples que ela seja.
Um manual de como viver, de como manter o mundo funcionando.




#vcnpdeixardeler

domingo, 11 de março de 2018

Resenha: Olimpíadas da Biblioteca do Sr. Lemoncello! (E curiosidades sobre essa série que vem conquistando o mundo.)



“Bem vindos, meninos e meninas, leitores de todas as idades. A primeira edição das olimpíadas da biblioteca!”

Olá galerinha, estamos de volta com o livro 02 do Sr. Lemoncello e nessa edição Kyle e seus amigos estão de volta, só que desta vez o Sr. Lemoncello convidou equipes dos quatro cantos dos Estados Unidos para competir na primeira edição das Olimpíadas da sua biblioteca. Tudo começou porque basicamente por ciúmes já que os ganhadores do jogo A Fuga da biblioteca do Sr. Lemoncello viraram nada mais nada menos que os garotos propagandas desse famoso criador de jogos. Garotos do país inteiro se sentiram injustiçados por não participarem e resolveram enviar milhões de cartas solicitando uma revanche, uma chance de mostrarem o seu potencial e quem sabe assim também aparecer na TV. Será que vai ser divertido?

Bem, conforme a propaganda da TV... Hello? É um Lemoncello!
Porém algo suspeito está acontecendo, alguns livros desapareceram misteriosamente das prateleiras. Enquanto participam das mais variadas provas das Olimpíadas, as crianças terão que trabalhar juntas para chegar à raiz do problema. Assim como na primeira edição o autor segue a mesma linha ensinando aos jovens entre inúmeras coisas, que a amizade, a união, a lealdade, a ética são muito importantes.

Agora não é mais apenas um jogo. Conseguirá o Sr. Lemoncello encontrar os verdadeiros campeões da Biblioteca?

Só lendo para saber!



Olimpiadas da Biblioteca do Sr. Lemoncello é o livro 02 e ao mesmo tempo a primeira edição da Olimpíadas. O livro 03 já foi lançado em 2017 em inglês, Mr Lemoncello’s Great Library Race. Ainda não está disponível no Brasil, esperamos que a Editora Bertrand Brasil que faz parte da Editora Record nos dê esse presente em 2018. O autor já está trabalhando no livro 04 e promovendo um concurso nos Estados Unidos que quem descobrir a resposta do quebra-cabeça bônus, terá um personagem criado no livro quatro com o seu nome, olha que legal! o concurso é válido até Outubro de 2018, esperamos que o livro 03 chegue aqui no Brasil antes dessa prazo expirar não é mesmo? E quem amou o livro 01,02 e aguarda ansioso pelo 03 fora lançado e ainda está em inglês o livro A ilha do Dr. Libris (The Islandy of Dr. Libris), onde o personagem Billy Gillfoylie de 12 anos descobre que, em uma ilha onde está passando o verão, é o campo de testes do misterioso Dr. Libris, que pode ter inventado uma maneira de transformar os personagens em livros vivos.
História inspirada nos mais vendidos

A Ilha do Dr. Libris comemora o poder da imaginação com uma aventura cheia de ação que mostra que às vezes a história real começa depois que você fecha o livro. Obra de Chris Grabenstein em parceria com Ronny Venable a obra foi inspirada nos livros mais vendidos do Chris. Esperamos que venham logo para o Brasil.


Para matar um pouco a sua, a nossa curiosidade ai vai a sinopse do livro 03:

“Nas suas marcas, limão, violoncelo, GO!
O Fabricante de jogos favorito de todos, Sr. Lemoncello, está testando seu novo jogo FABULOUS FACT-FINDING FRENZY! Se kyle pode passar pela primeira rodada, ele e os outros finalistas afortunados irão a uma ótima corrida  -  de bicicleta, bookmobile e até mesmo o jato de banana corporativo do Sr. Lemoncello!  -  para encontrar fatos fascinantes sobre americanos famosos. O primeiro a levar seus fatos de volta à biblioteca ganhará prêmios espetaculares! Mas quando alguns “fatos” surpreendentes abordam o Sr. Lemoncello, pode ser GO TO JAIL e PERDER UM TURN de uma só vez! O herói de Kyle poderia ser uma fraude? O vencedor leva tudo, então Kyle e as outras crianças terão que cavar fundo para descobrir a verdade antes do jogo se voltar contra o Sr. Lemoncello e todo seu  império fantástico!

Preenchido com novos jogos e enigmas incluindo um quebra-cabeça de bônus oculto!), essa nova aventura terá jogadores e leitores de corrida até a linha de chegada porque, como os comerciais do Sr. Lemoncello dizem, IS IT FUN? OLÀ! É UM LEMONCELLO!”


Livro 03

Até a próxima pessoal e espero que tenham curtido.


#vcnpdeixardeler

Resenha: Fuga da biblioteca do SR. Lemoncello



Quem aqui é ou algum dia já foi fã de jogos de tabuleiro? Mas antes vamos conhecer um pouco mais sobre essa interessante história e alguns dos seus personagens:



Sinopse:

Kyle Keeley tem dois irmãos mais velhos: um é o típico atleta, o outro, um gênio. È difícil se destacar diante de uma concorrência tão desleal. Todos, porém, têm as mesmas chances em jogos de tabuleiro: um bom lançamento de dados, um pouco de sorte ao comprar as cartas, um tantinho só de inteligência e Kyla pode sair como vencedor.

Assim como muitos garotos e até mesmo adultos (eu, por exemplo) gostam muito de jogos. Mas o Kyle gente, ele é completamente fanático por todos os tipos de jogos, principalmente videogames. Seu ídolo, Luigi Lemoncello, o mais famoso, excêntrico e criativo criador de jogos de tabuleiro e eletrônicos, também é o responsável pelo projeto da nova biblioteca da cidade. E o melhor: o próprio Sr. Lemoncello estará presente na especial e exclusiva noite de inauguração. Kyle fica eufórico ao descobri que está entre as doze crianças convidadas a passar a noite na biblioteca repleta de jogos. Quando amanhece, no entanto, todas as portas estão trancadas. Agora, para encontrar a saída, Kyle e as outras crianças terão que solucionar cada pista e decifrar cada charada.

Quando eu bati o olho na capa desse livro juntamente com o titulo, me apaixonei imediatamente. Com um misto saboroso de criatividade que nos faz relembrar um pouco da Fantástica Fabrica de Chocolate do Willian Wonka, a Fuga da Biblioteca do Sr. Lemoncello é uma história fantástica onde o autor Chris Grabenstein consegue plantar em qualquer um que se dispor a ler sua obra, um amor, uma curiosidade, uma positividade com relação aos livros e as bibliotecas. Todos nós conhecemos a biblioteca como um lugar chato para aqueles que não possuem o hábito de ler, que ao menos no meu tempo (que não está tão longe assim) iam a biblioteca apenas para fazer pesquisas escolares. Muitos achavam chato, muito silencioso. Hoje as crianças quando precisam realizar uma pesquisa, acessam o Google.

Porém a Biblioteca do Sr. Lemoncello, é diferente de tudo o que já se viu quando o assunto é biblioteca. Para começar o prédio foi construído totalmente em segredo onde somente a Dra. Zinchenko, assistente do Sr. Lemoncello sabe todos os detalhes do projeto. Para vocês terem ideia, nem mesmo os trabalhadores, arquitetos sabem de tudo porque ela contratava uma equipe diferente toda semana, olha que loucura!

Uma outra coisa digamos, curiosa nessa biblioteca é que lá as crianças não iram só ler livros propriamente dito, e sim brincar com eles de uma forma totalmente inesquecível.
Um livro que não só toda criança deveria ler, mas sim, todos necessitam ler esta maravilhosa obra. Eu aposto que antes mesmo de chegar à última página, um mundo totalmente novo já terá sido plantado em sua mente e você compartilhará isso com o mundo.

Esse é o tipo de livro que com certeza guardarei para minha filhar ler quando crescer. Parabéns Chris Grabenstein.

A Fuga da biblioteca do Sr. Lemoncello é o primeiro volume da biblioteca mais divertida do mundo e que virou filme, confira o segundo volume Olimpíadas da Biblioteca do Sr. Lemoncello: https://vocenaopodedeixardeler.blogspot.com.br/2018/03/bem-vindos-meninos-e-meninas-leitores.html




Sobre o autor:

Chris Grabenstein é autor Best-seller do New York Times, também é um autor premiado, cujos Haunted Mysteries, combinados às suas apresentações escolares tumultuosas, lhe garantiram legiões de fâs por toda a América. Chris e sua esposa, J.J., vivem na cidade de Nova York com três gatos e um cachorro chamado Fred.



#vcnpdeixardeler

sábado, 10 de março de 2018

De onde vem?


Olá galerinha!

Ainda no clima do dia internacional da mulher o De onde vem?, resolveu trazer para vocês uma expressão curiosa e muito usada (pelo menos aqui na Bahia), que fala de uma mulher, a Joana.
Mas não qualquer joana, e sim, a Mãe Joana:





Casa da Mãe Joana:

Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostibulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana.
Como esses homens mandavam e desmandavam no país, a frase "casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.






Espero que tenham gostado e lembrem-se: você conhece alguma expressão popular muito utilizada, mas não sabe o que realmente significa e de onde ela veio? Ou sabe e deseja compartilhar?

basta entrar em contato!


Até o próximo "De onde vem?"


Lindaiá Campos
#vcnpdeixardeler







































































sábado, 17 de fevereiro de 2018

Brincando com as estrelas: com Denilia Carneiro, confiram!



Alô galera,


Retornamos com mais um brincando com as estrelas e a nossa convidada desse mês é Baiana, mora em
Feira de Santana Ba com seu esposo e o pequeno príncipe Rhuan e também com sua cachorrinha de estimação. Apaixonada pelos livros, resolveu embarcar no mundo da escrita em 2014. Nos leva através de suas escritas, experimentar diversas formas de amar mas também odiar um personagem. Disnerds de carteirinha, Denilia Carneiro traz consigo a frase da Disney “Você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade.”, dizendo relatar muito bem o seu mundo.





Olá Denilia como vai? É um prazer imenso tê-la aqui conosco.
Então, conte mais sobre seus projetos no momento, lançamentos a vista.


R:  Promessa de Amor é o livro no qual estou trabalhando na plataforma Wattpad, que foi onde tudo começou e serei eternamente grata. Também tem Proposta Indecente que foi lançado na Amazon no mês de Dezembro, ele é um Spinoff da Duologia Apaixonados, porém um livro independente.  Ainda em 2018, tenho 2 lançamentos a vista, um deles revelei apenas a capa, o outro na fase de produção. 


Sabemos que o mercado editorial principalmente para autores independentes não é nada fácil. Desde já parabenizo-a pela vitória na seleção da Hope na qual permitiu que seu projeto se tornasse de fato concreto, isso é muito bom. Mais qual recadinho você deixa para essa galera que está em busca dos seus sonhos no mundo literário?

R:  Obrigada.
Jamais desistir do primeiro NÃO. Ouvir sempre o que as pessoas tem a dizer, e procurar melhoras em cima daquilo. Tudo é no seu tempo, e algumas decisões fazem você amadurecer para o futuro.
Trabalhe sua obra com amor, e no final vai dar certo.


A pergunta tradicional que todo leitor se faz: Alguns autores costumam colocar as suas experiências de vida em suas obras. Você concorda com isso e também faz essa transição inserindo algumas experiências, algum fato ou acontecimento do seu dia-a-dia?

R: Cada um escreve o que lhe convém.  Acho super normal relatar algo que passou, tanto que em um dos meus livros, tem algo que presenciei e/ou passei.



Quem quiser seguir a Denilia:

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Gostaria de agradecer a todos que participaram e toparam embarcar nessa verdadeira brincadeira que foi o brincando com as estrelas. Estou muito feliz, foi um prazer passar cada mês com todos, acredito ter sido uma troca gratificante, prazerosa e enriquecedora tanto para mim como para os autores além é claro, dessa galera massa que não perdi um jogo.

Como dizem que o ano só começa depois do carnaval... 
Que  2018 venha com muitas brincadeiras e novidades no ar!

Bjos.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Resenha: O Bracelete misterioso de Arthur Pepper



Arthur Pepper  é um homem comum, sem muitas perspectivas , um simples serralheiro que sempre viveu com sua mulher Miriam e seus dois filhos. Após a morte de sua esposa ele ficou empenhando no seu apego pelas coisas dela e em manter a rotina da mesma. Com uma vida simples sem luxo Arthur  se surpreende ao encontrar dentro de um sapato da esposa um bracelete de ouro.

Curioso, cheio de medos e dúvidas ainda assim, resolve investigar  e a primeira pista o leva para Índia, depois  Paris, Grã – Bretanha, ele  não imaginava que Miriam tivesse tantos segredos, para falara a verdade ele imaginava não haver nenhum. Arthur descobre que Miriam trabalhou como babá na Índia, namorou um pintor (onde posou nua), um escritor, e teve uma vida mais agitada e interessante do que o marido poderia supor. Isso fez com que ele se sinta traído, desinteressante. Porque ela o escolheu para casar?

Com uma capa maravilhosa e uma história que nos prende do inicio ao fim, O Bracelete Misterioso de Arthur Pepper nos mostra e ensina que a vida é muito curta e não sabemos quando o nosso espetáculo  irá acabar, enquanto a cortina não se fecha temos que valorizar , aproveitar todos com o qual possuímos verdadeiros laços  de amor e ternura. Por tanto ame, ria, chore, cante, dance, cante, enfim viva cada momento, cada detalhe mesmo que hoje lhe pareça insignificante. Acredite você irá se arrepender se deixá-lo passar.


”Quando Miriam sugerira, certa vez, uma semana em Londres pelo seu trigésimo aniversário de casamento, para assistir a um show, e talvez almoçar no Convent Garden, ele rira. Rira – Por que ele queria ir a Londres? – perguntou. Era suja, fedida, agitada demais e grande demais. Não passava de uma versão maior de Newcastle ou Manchester. Havia batedores de carteiras e mendigos em cada esquina. Comer fora seria uma fortuna.

- Foi só uma ideia – Miriam disse despreocupadamente. Não parecera muito incomodada por ele ter dispensado sua sugestão de imediato.
Agora ele lamentava isso. Eles deviam ter visitado lugares novos juntos, tido novas experiências quando as crianças ficaram mais velhas. Deviam ter agarrado a oportunidade de fazer o que queriam e expandir seus horizontes, especialmente agora que sabia que Miriam tinha tido uma vida mais cheia, mais excitante, antes de se conhecerem. Ele se aferrara demais a sua maneira de ser.”