sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Vitrine: Quem foi Arlequim, Colombina, Pierrot, grandes protagonistas do nosso caranaval



Olá galera, como estão?


Fevereiro chegou, e com ele vem trazendo uma das festas mais populares do mundo, o carnaval.
Essa é a época em que podemos ser o que quiser. Adornos tiram o costumeiro tédio das ruas, transformando a população de determinadas regiões em personagens clássicos ou altamente criativos e ganhamos um feriado de liberdade colorida. Mas vocês sabem de onde vieram os primeiros que surgem acredito que na mente de todos?



Bom, os ícones mais tradicionais dessa folia nasceram muito longe do nosso Brasil. Entraram na festa e permaneceram, de maneira confortável, testificando nossa fama de hospitaleiros, dando ainda mais motivos para brilhar nos dias que antecedem o real inicio do ano.

Pierrot, Arlequim e Colombina são personagens de um estilo conhecido como Commedia dellArte, nascido na Itália do século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os três papeis representam serviçais envolvidos em um triangulo amoroso: Pierrot ama Colombina, que ama Arlequim, que por sua vez, também deseja Colombina, O estilo surgiu como alternativa à chamada Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. 

Assim, a história do trio enamorado sempre foi um autentico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de carnaval.  As histórias apresentadas nas ruas e praças italianas eram nada mais do que encenações das histórias da vida dos poderosos de então. Para isso entravam em cena muitos outros personagens, além dos três mais famosos.

Do lado dos patrões, por exemplo:

 Havia um comerciante extremamente avarento chamado Pantaleão;
Um intelectual pomposo o Doutor;
E um oficial covarde, mas metido a valentão o Capitão;

Outros personagens típicos eram o casal Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais. Apesar de obedecerem a um enredo predefinido, as peças tinham a improvisação como ingrediente principal, exigindo grande disciplina e talento cômico dos atores, que precisavam responder rapidamente às novas piadas e situações criadas pelos colegas.

"Até hoje, a Commedia dellArte é um método de grande riqueza para o aprendizado e o treinamento do ator", afirma alguns atores e atrizes, formados pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Commedia dellArte pela Universidade de Bolonha e Florença, na Itália. Um detalhe interessante é que sempre havia, no meio do espetáculo, um intervalo chamado lazzo, que podia ter mais comédia, apresentar acrobacias ou sátiras politicas sem nenhuma relação com o enredo. Terminado o lazzo, a história continuava do ponto em que havia sido interrompida. Esse estilo único, a Commedia dellArte influenciou a arte dramática de nada mais, nada menos, que de toda a Europa


Vamos agora conhecer um pouco mais individualmente de alguns personagem:


Pierrot

Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vitima preferida das piadas em cena. Não foi a toa que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos os palhaços de circo. O Pierrot é o palhaço melancólico, magoado por ter sido trocado pelo Arlequim. 
Sua característica mais marcante é a ingenuidade. Muitas vezes é representado como louco, distante do universo real. Com roupas largas, muitas vezes em preto e branco e a clássica maquiagem com uma lágrima preta sob o olho.


Pantaleão

O mais conhecido dos personagens patrões, que representam a elite da sociedade italiana nas histórias da Commedia dellArte, Pantaleão (também chamado de  "O Velho") era um "mercador Veneza" (expressão que se deu titulo a uma peça de Shakespeare). Tirano e galanteador desajeitado, era alvo constante das gozações dos servos e de outros personagens da trama.



Arlequim

O Arlequim surgiu primeiramente com a função de divertir as pessoas durante os intervalos do espetáculo, porem foi ganhando expressão, chegando a fazer parte das estórias. Sua popularidade o incorporou aos personagens da comédia. È cínico, gosta de festas, arranja brigas, também servo de Pantaleão, era um espertalhão, preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez, um tipico malandro.
Depois de entrar na cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. 
Suas roupas, bem coloridas com estamparia em losangos, ganharam as ruas do carnaval brasileiro através dos blocos, sobretudo de Pernambuco. 


Colombina

Na comédia italiana, ela é a protagonista. Companheira do Pierrot e amante do Arlequim, a Colombina é um personagem de peito aberto. Fútil, bonita, namoradeira, alegre, esperta, sedutora e volúvel. 
Criada de uma filha do patrão Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era também o pivô de um triangulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo, se tornaria inesquecível-de um lado, o apaixonado Pierrot; do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente nos espetáculos, anda pelas ruas em busca do Arlequim.



No Brasil, a estória disseminada é a de Pierrot, um apaixonado e sonhador, está perdidamente apaixonado por Colombina, uma moça simples, empregada de uma dama, e apaixonada por Arlequim.

Esse matreiro, malandro, adora travessuras, é invisível, somente é visto por idosos, damas novas de boa educação e crianças. Ou pode ser visto de relance pelas damas, quando lhes rouba um beijo, deixando Colombina enciumada, fazendo-a aprontar alguma ao Arlequim ou à moça beijada.

O Arlequim costuma dar o seu coração às belas damas, que quando o comem se tornam o próprio Arlequim. O objetivo do Pierrot é capturar esse coração, porém sempre falha devido aos intentos de Arlequim. 

Esse é um breve relato sobre a estória desses personagens tão conhecidos do nosso carnaval. Porém vemos hoje que o sentido da arte e do romantismo se perdeu durante os anos, tornando infelizmente o Carnaval uma festa banalizada e puramente comercial. 



Bom, como podemos ver, nesse triangulo amoroso é recheado por personalidades fortes e entre todos aparentemente o pior é o Arlequim....será? Alguma vez você já parou para pensar no outro lado da história? 




Na verdadeira história do Arlequim?
Nós pensamos, e trouxemos ela para vocês.




A verdadeira história de Arlequim


Arlequim era dono dos sentimentos mais puros e sinceros.

Apaixonado por Elisa- a menina dos seus sonhos – vivia pelos cantos, triste, pensando numa maneira de conquistar a garota que se tornara seu grande amor.

 Elisa por sua vez, era apaixonada por Ramon, fez de Arlequim um grande bobo da corte, desprezava todo e qualquer sentimento que viesse do rapaz, de olhares sinceros a palavras apaixonadas.

Arlequim sofreu muito ao ver seu amor, seu grande e único amor, ir embora com outro. Sofreu tanto que prometeu que daquele dia em diante ele seria “o outro”, colocando todo o sentimentalismo de lado, se entregando inteiramente ao prazer.
Passara a colecionar paixões, como quem colecionava paixões como fazia com seus livros, afinal, paixão, livro, tudo era igual para um Arlequim de coração machucado.
Saia com elas, paixão intensa, momentânea, em seguida descartava-a, tornando-a assim mais um suvenir na sua estante, assim fazia com todos os livros nos quais já conhecia a história.
Quantos corações destruídos? Nossa! Até já se perdera na conta.
O novo Arlequim, “o grande indomável Arlequim”, “o colecionador de mulheres”, prometera nunca mais se apaixonar, que jamais em tempo algum, entregaria seu coração a uma mulher alguma, não iria amar ninguém e ponto final. Carregava a imensa certeza de que ninguém era merecedor do amor que trazia consigo.
Ah meu querido e jovem Arlequim...deveria saber que algumas promessas são praticamente impossíveis de se cumprir.
O destino sendo um eterno brincalhão que sempre fora, acabou por cruzar os caminhos entre Arlequim e Colombina. Ele a amava e sabia que ela correspondia, foi amor à primeira vista. Ela havia se tornado o motivo que faltava para a voltar dos olhares sinceros, das palavras de amor. Colombina apesar de sentir o mesmo por seu Arlequim, havia o seu Pierrot, seu doce e romântico Pierrot, causando dentro si um interminável conflito.
Só ela sabe, o quanto desejou unir o que ela mais amava de cada um separadamente, em um só. Era apaixonada pela alma de Pierrot, pelo olhar distante e a vida de sonhador que trazia consigo.
Assim como, o prazer que sentia na presença de Arlequim, com a felicidade e alegria que contagiava o ambiente em qualquer lugar que se encontrasse, a encantava esmagadoramente.
Não podia perder essa nova chance de ser feliz, Colombina era uma mulher de alma pura, merecedora – a única – a quem pertencia seus sentimentos mais puros. Não poderia mudar o passado, já que nem sua promessa feita fora capaz de cumprir, mais via em seu presente uma esperança de futuro.
Após um intenso longo tempo, o triangulo teve um fim. Pierrot sofreu muito, ao ver seu amor ir embora com outro, ir embora com Arlequim. Se tornou cabisbaixo, triste, melancólico e de tanto chorar, uma lágrima fixou-se em seu rosto, fixando-se assim, sua eterna tristeza.
Mais ele – Arlequim – ao se dar conta, prometera ser outro e essa era uma promessa que tinha certeza que iria se cumprir. Era sua vez de ser feliz, a vez de ter em seus braços a mulher de seus sonhos.
Pierrot, meu doce e romântico Pierrot, não culpe Arlequim por tirar Colombina de seus braços, de transformar seus dias em noites de tempestades.
A culpa não fora dele, apenas foi atrás da felicidade que um dia, Elisa lhe roubou.


Lindaiá Campos

Fonte: Google, Wikipédia, Mundo Estranho, Um pouco de cultura