terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Poesia: Sintomas




Que vem e que vai


                                                                        Trabalho                                                                         Amigos
Família
Coração

Tardes vazias

Musicas clichês
Timoteos de montão
TPM (até mesmo masculina)

Imaginários cadê vocês?

Tudo se calou
Mudou de cor
Um silencio fúnebre se instalou

Será que somos nós?


È apenas o tempo se mostrando,
Sua melhor qualidade ou defeito
A de não conseguir ficar...


Mais nessa disputa infinita
Só uma vitória é realmente importante:

O sentimento lindo que se plantou em nossos corações.

Saudade.


Lindaiá Campos

Homenagem a Fabiana Bonfim e Patricia Carneiro

"As pessoas que passam na nossa vida, 
sempre deixam um pouco de si, 
e levam um pouco de nós 
e uma dessas com certeza foram vocês."


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Poesia: Será?



Será que sabemos quando o sonho acabou


Será que conseguimos distinguir a diferença do que é verdadeiro
Do que é utopia
Do que é ilusão
O que realmente importa
Amores perfeitos, imperfeitos
Amizades verdadeiras, falsas
Família unida, afastada por uma coisa ou outra


Será que conseguiremos um dia se dar conta                



Através do sorriso, o quanto é bom termos do nosso lado
O quanto nos sentimos menos sozinhos
O quanto a nossa vida faz sentido
O quanto os nossos dias são mais alegres ao seu lado


Será que um dia vamos nos dar conta


Do tamanho da felicidade que encontramos na simplicidade
Nos risos, nas lágrimas, no silencio, na companhia, na solidão
No prazer que existe não em se fazer aquilo que gosta
Mais gostar daquilo que faz


Será que um dia vamos nos dar conta


De que quando se ama de verdade até a sua inutilidade nos faz feliz
Um olhar, um sorriso, a simples presença
Um carinho, uma atenção, amizade

Lealdade, cumplicidade, verdade e nada mais.


Autoria: Lindaiá Campos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O Parabenizando de hoje vai: para Humberto Eco


Quem diria que O Nome da Rosa, um romance de detetive passado na mosteiro Medieval italiano, um pano de fundo o debate franciscano sobre a pobreza, faria e continua fazendo tanto sucesso, nem o próprio escritor previra isso.



Na época Eco já era um Semiólogo respeitado da Universidade na Bolonha e declarou que o motivo da criação da obra se tratava nada mais nada menos do que uma simples vontade que tinha em envenenar um monge.



Nessa obra a muito mais coisas que provavelmente nem o autor levaria você a acreditar. Coisas como o modo que os monges do livro pensam ser igual ao de um monge da vida real seus comentários, escrituras, sua filosofia que caracteriza suas mentes medievais. Para um romance histórico de mistério e assassinato, é muito denso.



Humberto Eco nasceu em 5 de Janeiro de 1932, Alexandria (Itália), morreu em 19 de Fevereiro de 2016, Milão (Itália) aos 84 anos.


Principais Obras: 

Romances

O nome da osa (1980);
O pêndulo de foucault (1988);
A ilha do dia anterior (1994);
Baudolino (2000);
A misteriosa chama da rainha Loana (2004);


Ficção Infantil

A bomba e o general (1966);
Os três astronautas (1966);







Lindaiá Campos


Adaptado: da editora sextante, Google, 









terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O Parabenizando de hoje vai: Tolkien um homem que você com certeza você não pode deixar de ler


Um único sonho é mais poderoso do que mil realidades
J.R.R.Tolkein

Que haja uma luz nos lugares mais escuros, quando todas as outras luzes se apagarem."

J.R.R.Tolkein

A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem.

J.R.R.Tolkein

Não é sensato deixar um dragão fora dos teus cálculos se vives perto dele.

J.R.R.Tolkein

Porque um homem que foge do seu medo pode descobrir que, afinal, apenas enveredou por um atalho para ir ao seu encontro.

J.R.R.Tolkein

O sofrimento é uma pedra de afiar para uma mente forte.
J.R.R.Tolkein

Nem todos que procuram estão perdidos
J.R.R.Tolkein

Nada como procurar quando se quer achar alguma coisa. Quando se procura geralmente se encontra alguma coisa, sem dúvida, mas nem sempre o que estávamos procurando.

J.R.R.Tolkein


O elogio que vem daquele que merece o elogio está acima de todas as recompensas. (Faramir - O Senhor dos Anéis)

J.R.R.Tolkein

A mão queimada ensina melhor. Depois disso o conselho sobre o fogo chega ao coração. (Gandalf - O Senhor dos Anéis)

J.R.R.Tolkein



Gostaram das frases?
Se identificaram?
Mais me responde uma coisa: vocês o conhecem, conhecem a sua obra, a sua história, você foi um dos que enlouqueceram com o Senhor dos Anéis ou ainda prefere o Harry?
Você nunca leu o livro, mais amou o filme?
Você nunca nem ouviu falar nesse cara?

Bom, uma coisa eu posso dizer...se você não o conhece, definitivamente precisa conhecer.



Vamos lá: se você se interessou em saber mais sobre Tolkien, o principal é saber de onde veio toda sua criação e porque ele criou tudo isso?
No dia 03 de Janeiro de 1982 nasceu John Ronald Reuel Tolkien, apesar de ter nascido em Bloemfontein, África do Sul, aos três anos já viera para terra de seus pais a Inglaterra, junto com sua mãe e seu irmão.
De acordo com inúmeros relatos sobre o garoto, ele era bastante curioso e completamente encantado por história.
Mais tarde se aprofundo no que foi o mais importante, linguística.

Foi através desse encantamento todo que surgiu o personagem Arda, mais vamos caminhando um pouco mais.

Apesar de ter perdido ambos muito cedo, morte de sua mãe mudou de uma maneira muito forte e particular a vida de Tolkien no campo religião.
A sua mãe, Mabel era Anglicana, com a morte do seu marido a mesma tornou-se católica, o que ocasionou um corte de ligação com ela, deixando a família numa situação financeira muito, mais muito ruim, afinal, eram outros tempos.

Mabel devido a uma diabete mal tratada, acabou morrendo. Por saber que a mãe morreu devido também a sua fé, Tolkien acabou se tornando um católico fervoroso e isso reflete claramente em sua obra, principalmente no coração dos seus personagens e os seus objetivos do mundo no qual nem ele próprio era o Deus.
Com a perda da mãe ele e o irmão foram criados pela igreja que ela frequentava, essa segunda criação e formação foi muito influente na formação de seu caráter e até mesmo da sua obra. Foi nesse mesmo período também que ele conheceu aquela que seria o amor de sua vida e a mão dos seus filhos, Edith.
A família de Tolkien galera, me arrisco a dizer, que foi talvez a maior fonte de inspiração, juntamente é claro com a sua imensa vontade de dar vidas a tantas línguas que o mesmo ainda criaria.

Um pouco da minha história:
Sou de família humilde, somente eu e minha mãe, mais tarde viria minha irmã hoje com 16 anos, na época que explodiu a febre O senhor dos Anéis, estava no auge também o Harry, vivemos sempre com o orçamento no limite, por tanto minha mãe nunca pode me dar livros de presente, os poucos que lia eram emprestados através de colegas e também vindos de bibliotecas públicas, porém os recém-lançados era praticamente impossível de encontrar em bibliotecas.
Bom do Harry Potter eu só conseguir ler A Pedra Filosofal com 14 anos, e apesar desse cuidado e carinho em pesquisar sobre esse ilustre aniversariante, eu ainda não tive a oportunidade de ler Tolkien.
Na verdade pelo fato de saber que não podia compra-los, me apeguei aos clássicos e o tempo passou, cresci, hoje posso comprar alguns livros, mais acabei nunca resgatando a minha infância.
Quando assistir ao filme Hobbit, me apaixonei pela imaginação e criatividade que esse autor empregou em suas obras, apesar de saber que filmes nunca são iguais aos livros.

Tolkien com certeza estará na minha lista de 2017


Mais se você pensa que acabou a história de Tolkien? Calma, vamos caminhando....


A Queda de Gondolin Histórias para crianças e de Tuor também



Atenção: Se você possui um filho pequeno, leia essas histórias para ele

Imagine se ao sair para passear com a sua mãe quando pequeno, ou até mesmo o seu filho ao sair para passear com você e perde seu brinquedo preferido. O que fazer para acalmar a mente de uma criança que naquele momento não pensa em nada mais além do que conseguir o seu brinquedo de volta?

Você acaba criando uma história incrível de como aquele cachorrinho está lá fora vivendo aventuras incríveis, maravilhosas por ai.

E foi assim que nasceu uma das histórias criadas por J.R.R. para entreter seus filhos. Dentre tantas, esse em particular fora o que mais tarde se tornara o livro Roverandom. Como esse, foram criadas inúmeras histórias. Histórias de natal, histórias fantásticas e deliciosas como Mestre Gil de Ham (as vezes sentimos que um livro é maravilhoso só em olhar a sua sinopse).

Foi numa feita dessas também que surgiu o tão odiado Tom Bombadil, mais isso é uma outra história.
O destino de um cara que gostava tanto de línguas e de não somente contar histórias, mais de contar as suas próprias histórias, não poderia ser outro. Assim no meio da primeira guerra mundial nasceu o rascunho daquilo que viria a ser um mundo incrível, escrito e reescrito durante toda a vida e que talvez nunca nem fora publicada de maneira completa, na duração de uma segunda vida, a do filho de Christopher.

Em uma dessas batalhas entre o soldado de Hitler e o soldado da rainha John Tolkien (sim isso realmente aconteceu), foi escrita a primeira versão de futuros tantos ensaios sobre Ardar, De Tuor e a Queda de Gondolin. Esse ensaio é a parte decisiva para o que mais tarde viria a ser uma obra conhecida por todos como O Silmarilion.
O mais incrível é que mesmo depois de quase 100 anos depois, isso tudo ainda nos encanta como se fosse a primeira vez.

Tolkien era nerd ao extremo. Para ele não bastava estudar novas línguas novas, antigas, ultrapassadas. Ele ainda resolveu criar dezenas delas. E ainda não satisfeito com a magnitude do seu trabalho, queria a qualquer custo entender como essas línguas funcionariam, como iram evoluir através dos séculos, como seria uma língua depois que um povo se separou, como se comportaria tudo isso em um mundo que existisse de verdade?

Ufa! Quantos questionamentos não é mesmo?
Pois bem, para responder ele criou :

“Conheço o desejo em suas mentes de que aquilo que viram venha na verdade a ser, não apenas no pensamento, mas como vocês são e, no entanto, diferente.
Logo eu digo: Eä! Que essas coisas existam! E mandarei para o meio do vazio a chama imperecível; e ela estará no coração do mundo e o Mundo existirá; e aqueles de vocês que quiserem, poderão descer e entrar nele. – E, de repente, os Ainur viram ao longe uma luz, como se fosse uma nuvem com o coração vivo de chamas; e souberam que não era apenas uma visão, mas que Ilúvatar havia criado algo novo: Eä, o Mundo que É”
-Trecho de O Silmarillion

E colocou lá dentro seus povos, sua língua, suas histórias. Personagens que passaram para nós muito mais do que um espelho da história da humanidade. Ali você aprenderá sobre o valor da amizade, a coragem do amor, o medo, de se fazer aquilo que se deve fazer, de dar o melhor de si, o máximo que puder.
Ele ensina todos os anos a crianças com seus 13 anos esses valores, um ótimo professor por sinal, tanto que, apesar de ainda não ter lido o seu livro, fazendo essa pesquisa para trazer aqui para o Blog, nasceu em mim um desejo imenso de conhece-los, de aprender seus ensinamentos ver com seus olhos todos esses valores.

Bom, se você conhece Tolkien apenas por causa do livro O Senhor dos Anéis e agora por causa de O Hobbit, você precisa saber que essas duas histórias são camadas finíssimas de passagem de tempo ridículo do vasto mundo criado por ele.
Por exemplo, O Senhor dos Anéis, entre o início de jornada, encontro dos Hobbits com Aragorn em Bri, e o fim, Destruição do Anel, se passa em apenas um ano...O Hobbit também não se alonga mais do que um ano.
O Silmallirion não se engane, é apenas um resumo, apesar de passar por cima de três eras inteiras.
A história do Turambar é a segunda maior canção ou história criada por Tolkien. Porém no Silmallirion a história é completa.
Os Filhos de Húrin foi sua última história publicada no Brasil.
Os inéditos e tão sonhados no Brasil são Home – History off Milddler Earth (São uma coleção de histórias da Terra-Média, que é praticamente a obra completa de Tolkien, conhecido por alguns como O Silmallirion completo).

Gente, através das obras de Tolkien nós conhecemos e aprendemos dados que ocorreram na segunda guerra mundial, dados históricos sem nem ao menos ter ideia de que isso está acontecendo.
Se você acha que conhece histórias trágicas, tipo novela mexicana, então leia Filhos de Húrin.
Se você ainda não se cansou daquelas histórias de amor, no qual se torce pelo mocinho, sofre pela mocinha, e no final morre de medo do vilão vencer, entre na Balada de Leithian (De Beren e Lúthien).
Deuses, traição, bastardos, amores improváveis, um reino escondido, uma profecia, morte, destruição, redenção e o melhor de tudo, um final de cair o queixo. De Tuor e a Queda de Gondolin é O LIVRO.

Tolkien deixou um legado com filmes, livros, contos, jogos.... É impossível falar de tudo em apenas uma singela homenagem a esse ilustre aniversariante.
Bom se você quiser que um pouquinho do universo de Tolkien entre em você como eu irei fazer, se você é fã e está se sentindo desprezado por antigos portais (pesquisei vários), e o que mais gostei foi o Tolkien Brasil.


Autora: Lindaiá Campos


Fontes: Papo de Homem, Tolkien Brasil, Google, Pensador
#vcnpdeixardeler






segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Resenha: As Violetas de Março (Qualquer pessoa que já tenha um amor, vai se encantar com este livro)





O que você seria capaz de fazer para se vingar de alguém?


Esse livro me fez refletir sobre algo bem tenso: 

o que o ciúme e muitas vezes a má interpretação pode nos causar?

Você acha que sua vida é perfeita? 
Que seu casamento é perfeito? 
Que o seu trabalho ou pelo menos os frutos que o mesmo lhe dá é perfeito?

Como nós seres humanos nos deixamos levar meramente pelo que parece ser, pelas aparências, por convenções, por estereótipos...

Esse é um romance lindo, cheio de encanto, doçura, amor, mistério, um romance que nos faz torcer pelo personagem e desejar as vezes que as coisas sejam um pouco diferentes, sejam um pouco melhores, mais infelizmente na vida, nem tudo acontece como esperamos ou desejamos, muitas vezes também devemos ter sabedoria e discernimento para perceber o que ocorre a nossa volta, termos resiliência para não corrermos o risco de tomar determinadas atitudes que estraguem tudo, espiritual, física, amorosa e até mesmo profissional e familiar.

Emily é uma mulher como muitas, acredita que sua vida é perfeita, tem a chance de fazer aquilo que gosta, porém ela descobre a realidade de que nada é perfeito, em nenhum setor das nossas vidas e ela precisará aprender a conviver com isso.

Confesso que, quando ganhei esse livro, não acreditei que fosse muito bom, porém no decorrer da leitura fui me surpreendendo com o desfecho que ele tem.


Sinopse:

Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio. Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.
Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.
As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.


Sobre a autora:

 Sarah Jio é jornalista, escreveu para muitas revistas conhecidas. Hoje possui um blog de saúde e bem-estar, o Vitamin G.

Sarah vive em Seatle com o marido, três filhos e Paisley, um Golden retrivier que rouba pés de meias.


Lindaiá Campos

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Poesia: Sei, Sei, Sei e você?



Sei do cuidado que você tem em me preservar;
Sei que você faria muito mais do que olhar...se fosse qualquer outra;
Sei que você não quer jamais me machucar, mesmo me machucando;



Sei que você me considera uma menina, uma boneca de porcelana frágil;
Sei que você morre de medo de quebra-la e por isso a distância segura;
Sei que você não suporta a ideia de nenhum outro a tocar;



Sei que uma vez ou outra, está em seus pensamentos;
Sei que você só age como age as vezes, por achar que é o melhor para mim;
Sei da dimensão do nosso sentimento um pelo outro, e ao mesmo tempo a pureza que ele tem;



Sei que é de uma pureza que não se houve, nem se ver mais;
Sei do imenso esforço que você teima em fazer para que tudo permaneça como estar;
Sei que só desejamos guardar, proteger, cuidar, mesmo que esse cuidado não seja muito bem compreendido as vezes, de quem realmente amamos;



A única coisa que eu não sei é se você em algum momento, já se deu conta disso?


Eu não sou somente uma menina, mais uma mulher dentro dela;
Sou mais forte do que pareço;
Me machuca muito mais viver nesse eterno casulo,
Do que ter a chance de experimentar o mundo fora dele;

Apesar de compreender tudo isso,
Apesar de todo esse misto gigantesco de controvérsias;
Sigo como um fiel telespectador, que ao acompanhar um livro, série, filme,


Anseia pelo dia em que o mocinho vai se dar conta do que está perdendo,
Por simples comodismo, quimera ou quem sabe, medo de viver;
Ou será essa quimera é tudo criação e obra exclusiva de nossas cabeças?
Só a um jeito de saber: perdendo o medo de viver.



Autora: Lindaiá Campos


Poesia: Sonhadores


De que são feitos os sonhos?

Se não, de nada mais nada menos que desejos, expectativas

Sonhamos que tudo dará certo, que aquele cara “perfeito” irá aparecer


Que tudo de bom na nossa vida irá se concretizar    

Que tudo “isso” é apenas uma fase e irá passar...

Ou será que não?


O sonhador espera demais as vezes, daqueles que simplesmente por muitos

 Não tem o que nos doar

Esse fato tem um poder imenso de destruição


Mais o verdadeiro, esse sim, sempre ficará

Ali introspecto sobrevivendo sem cultivo algum, nem mesmo alheio

A espera do momento certo para desabrochar.




Lindaiá Campos

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Conheça alguns ótimos livros de escritores japoneses



A cultura japonesa me fascina. Acho que desde pequeno venho cultivando um interesse profundo por muitas coisas de lá: idioma, história, música, cinema, animes, mangás, artes marciais, culinária etc.
No caso específico da literatura japonesa, meu primeiro contato foi com o livro “Uma questão pessoal”, do Kenzaburo Oe. Depois desse, não parei mais.

Felizmente, muitas obras japonesas já foram traduzidas para o português.
Em especial, o trabalho da Editora Estação Liberdade é fantástico, uma enorme contribuição para nós, leitores brasileiros.
Preparar essa lista foi uma tarefa complicada já que, para quem gosta muito de um assunto, tudo relacionado a ele tem um peso e uma importância maior. Foi difícil definir o que seria incluído.
Atento que essa não é uma lista com os “melhores” livros da literatura japonesa, mas sim uma seleção de obras relevantes no meu ponto de vista.
Primeiramente, separei alguns títulos dos dois escritores japoneses que receberam o Nobel de Literatura:  Yasunari Kawabata (em 1968) e Kenzaburo Oe (em 1994).
Temos também alguns títulos do Haruki Murakami, que sempre está entre os mais cotados para receber essa premiação.

Inseri na lista alguns nomes fundamentais como, por exemplo: Kobo Abe, Eiji Yoshikawa, Yukio Mishima, Ryunosuke Akutagawa, Natsume Soseki, Sei Shônagon, Yoko Ogawa, Banana Yoshimoto e Natsuo Kirino.
Espero que gostei da lista!












Autor(a): Nagai Kafu
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2016
Páginas: 248

Trecho da sinopse – “Publicada originalmente entre 1916 e 1917 no jornal literário Bunmei, Guerra de gueixas foi uma obra bastante ousada para a época – desde sua primeira edição em livro, ainda em 1918, até os anos 1960, só circulou a edição “censurada”, em que as passagens tidas como eróticas tiveram de ser removidas. Nada que hoje causasse maior furor, mas as pequenas historietas que compõem a trama central, notadamente os relacionamentos entre as gueixas e seus clientes, carregam de fato muito de uma promiscuidade comum na sociedade japonesa, mas sobre a qual não se falava – ou se escrevia.”













Autor(a): Sei Shônagon
Editora: Editora 34
Ano da publicação no Brasil: 2013
Páginas: 616


Trecho da sinopse – “Escrito no século X em Quioto por Sei Shônagon, dama da corte da imperatriz Teishi, O Livro do Travesseiro é a principal obra da literatura clássica japonesa.”













Autor(a): Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Ano da publicação no Brasil: 2015
Páginas: 1280


Trecho da sinopse – “Tóquio, 1984. Aomame, uma mulher que esconde sua profissão de assassina, é enviada para matar um homem numa missão que mudará drasticamente sua vida. Em paralelo, Tengo, professor de matemática e aspirante a escritor, se envolve em um misterioso projeto de reescrever o romance Crisálida de ar, composto por uma menina de 17 anos. De forma alternada, as duas narrativas convergem, e aos poucos o leitor descobre o verdadeiro elo entre elas.”














Autor(a): Kenzaburo Oe
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2003

Páginas: 224

Trecho da sinopse – “Em 1964, o romancista japonês Kenzaburo Oe recebia a notícia de que seu primeiro filho nascera com uma anomalia cerebral. É a mesma situação enfrentada pelo protagonista de Uma questão pessoal , o professor Bird.”












Autor(a): Kenzaburo Oe
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 456


Trecho da sinopse – “Escritos entre 1957 e 1990, estes contos refletem não apenas a evolução da escrita do autor, mas também os seus temas recorrentes. Kenzaburo Oe foi construindo aos poucos um universo tipicamente japonês, habitado por personagens que jamais poderiam ser ocidentais.”











Autor(a): Ryunosuke Akutagawa
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2010
Páginas: 352 
Trecho da sinopse – “Esta coletânea do mestre nipônico da prosa breve mostra uma escrita potente, amarga, que trafega entre as culturas do Japão e do Ocidente, sempre refletindo sobre a inevitável tensão entre a vida e a arte.”












Autor(a): Natsuo Kirino
Editora: Rocco
Ano da publicação no Brasil: 2009
Páginas: 544


Trecho da sinopse – Para ler a sinopse completa ou comprar o livro, acesse o link da Amazon (BR): “De meia-noite às cinco e meia, sem intervalo, Yayoi, Masako, Yoshie, Kuniko e seus colegas permanecem ao lado da esteira transportadora, embalando quentinhas. Apesar de oferecer bom salário para meio-expediente, o serviço na fábrica de refeições de comida pronta é desgastante. Entre o trabalho mecânico da madrugada e os afazeres domésticos da manhã seguinte, as quatro operárias japonesas viveriam o repetitivo e extenuante cotidiano da mulher contemporânea até que um trágico assassinato mudasse suas vidas para sempre.”












Autor(a): Yukio Mishima
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2002
Páginas: 168


 Trecho da sinopse – “O jovem pescador Shinji conhece Hatsue, uma mergulhadora de beleza inquietante, na orla da praia de Utajima, onde mora com a mãe e o irmão. Hatsue é filha de Terukishi Miyata, um dos homens mais ricos da pequena vila pesqueira japonesa.Shinji e Hatsue se apaixonam e frustram a vontade do pai da garota de vê-la casada com Yasuo, pretendente a quem ela fora prometida. Tem início uma história de amor proibida, de desenlace imprevisível.”












Autor(a): Jun’ichirō Tanizaki
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2005
Páginas: 744


Trecho da sinopse – “Considerada a obra-prima do escritor Jun’ichirō Tanizaki, As irmãs Makioka traça um sutil e complexo perfil da sociedade japonesa durante os anos 1930 e aborda uma série de conflitos entre os valores japoneses e os ocidentais, bem como entre a tradição e a modernidade.”











Autor(a): Natsuo Kirino
Editora: Rocco
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 576


Trecho da sinopse – “O assassinato de duas prostitutas, ambas ex-estudantes de uma escola para moças de elite em Tóquio, é o ponto de partida desta história, que reconstitui a vida das duas vítimas e da narradora do livro. Filha de uma japonesa e um suíço, a narradora sem nome é atormentada ao longo de toda sua vida por profundos sentimentos de inadequação e rancor, frutos de sua origem mestiça e da constante comparação com sua irmã, Yuriko, dotada de uma beleza fora do comum.”













Autor(a): Banana Yoshimoto
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2015
Páginas: 2015

Trecho da sinopse – “Deixar para trás o lugar onde se viveu durante toda a vida não é fácil. Podemos abandonar nossa terra natal, mas a terra natal nunca sai de nós. É esse o sentimento que vem experimentando Maria Shirakawa, a personagem- narradora deste Tsugumi. Recém-instalada em Tóquio para iniciar a vida universitária, Maria ainda não se desconectou por completo da paradisíaca cidade litorânea na península de Izu, onde, desde pequena, crescera na companhia das primas Yoko e Tsugumi.”










Autor(a): Jun’ichirō Tanizaki
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2009
Páginas: 224

Trecho da sinopse – “A vida secreta do senhor de Musashi” narra episódios da infância e da juventude de Terukatsu, membro do clã Musashi. Como era hábito no Japão do século XIV, o garoto fora enviado ao castelo de um senhor aliado para receber sua educação literária e marcial. Ali, aos doze anos, acompanhará fascinado a batalha entre os defensores do palácio e os guerreiros de outro clã, que pretendem tomá-lo. A experiência o levará a desenvolver um curioso impulso erótico e necrófilo: a obsessão sexual por cabeças decapitadas, como as dos guerreiros inimigos mortos no campo de batalha. […] Na segunda novela, “Kuzu”, o narrador fala de sua tentativa frustrada de escrever um romance histórico sobre o Imperador Celestial, morto no século XV, nas montanhas de Yoshino.”











Autor(a): Yoko Ogawa
Editora: LeYa
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 208


Trecho da sinopse – “Mari e sua mãe são proprietárias do Hotel Íris. Modesto mas bem administrado, o estabelecimento em geral tem lotação completa. Como em todas as noites, a jovem Mari toma conta da recepção, e o hotel dorme tranquilamente até que sua paz é interrompida por gritos de uma mulher que sai de um dos quartos insultando o homem que a acompanha.”











Autor(a): Yukio Mishima
Editora: Benvirá
Ano da publicação no Brasil: 2012
Páginas: 448


Trecho da sinopse – “Tóquio, 1912. O mundo hermético da antiga aristocracia da era Meiji está sendo invadido por ricas famílias das províncias sem o peso da tradição e com costumes e aspirações que imitam o modelo europeu da Belle Époque. Dessa elite emergente faz parte o ambicioso marquês de Matsugae, cujo filho Kiyoaki é enviado para a elegante família do conde Ayakura, membro da nobreza em declínio, para ser preparado a assumir seu lugar na corte quando atingir a maioridade.”













Autor(a): Yoko Ogawa
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2016
Páginas: 304

Trecho da sinopse – “Os museus têm como pressuposto guardar objetos de valor histórico ou científico para fins de exibição pública, de modo a registrar à posteridade a importância que eles tiveram para a humanidade num período determinado. Mas como seria no caso de um museu que tivesse como objetivo preservar lembranças de pessoas que morreram? Essa é a essência da trama proposta pela japonesa Yoko Ogawa neste O Museu do Silêncio, primeira amostra da produção da autora que a Estação Liberdade traz ao público brasileiro.”











Autor(a): Eiji Yoshikawa
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2008
Páginas: 1832

Trecho da sinopse – “Este romance épico baseado diretamente na história japonesa narra um período da vida do mais famoso samurai do Japão, que viveu presumivelmente entre 1584 e 1645. O início é antológico: Musashi recupera os sentidos em meio a pilhas de cadáveres do lado dos vencidos na famosa batalha de Sekigahara, em 1600. Perambula a seguir em meio a um Japão em crise onde samurais condenados por senhores feudais ao desemprego e à miséria (os rounin), desbaratados, semeiam a vilania ditando a lei do mais forte.”










Autor(a): Kazuo Ishiguro
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2000
Páginas: 400

Trecho da sinopse – “Christopher Banks, um garoto inglês nascido na Xangai do início do século, fica órfão aos nove anos de idade, quando seus pais desaparecem misteriosamente. De volta à Inglaterra, torna-se um detetive de renome e circula nos meios mais refinados. Vinte anos depois, Banks resolve rever Xangai – agora palco da guerra sangrenta entre China e Japão.”











Autor(a): Kakuzo Okakura
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2008
Páginas: 144

Trecho da sinopse – “Escrito em 1906, O livro do chá promove uma reflexão, a partir da história e da descrição desse cerimonial, sobre o antagonismo entre tradição e modernidade. Escrita propositalmente em inglês, a obra tem como um dos objetivos tornar a tradição oriental conhecida e respeitada no Ocidente.”











Autor(a): Kobo Abe
Editora: Cosac & Naify
Ano da publicação no Brasil: 2015
Páginas: 288

Trecho da sinopse – “Escrito por Kobo Abe, um dos mais relevantes autores japoneses do século XX, este romance de matizes surrealistas tem como protagonista e narrador um cientista cujo rosto é irremediavelmente desfigurado por uma explosão. Sem esperança de melhora, com a face coberta por bandagens, ele recorre a seus conhecimentos científicos para construir um novo rosto, que passa a ser o seu.”










Autor(a): Koushun Takami
Editora: Globo
Ano da publicação no Brasil: 2014
Páginas: 664

Trecho da sinopse – “Na batalha de todos contra todos, há os que enlouquecem, os que se revoltam, os que extravasam os piores instintos, os que buscam se alienar – e até os que assumem com prazer a missão de eliminar pessoas que horas antes eram colegas de classe. Nesse ambiente, o fio do suspense se mantém esticado o tempo todo: é possível confiar em alguém? Do que um ser humano é capaz quando toda forma de violência passa a ser aceita?”











Autor(a): Yasunari Kawabata
Editora: Estação Liberdade
Ano da publicação no Brasil: 2006
Páginas: 176

Trecho da sinopse – “Kikuji Mitani é um jovem que, durante uma cerimônia do chá, reencontra duas antigas amantes de seu falecido pai, Chikako Kurimoto e a viúva Ota, e de repente se vê profundamente envolvido com elas. Enquanto Chikako tenta arranjar um casamento para Kikuji, este inicia um inesperado romance com a senhora Ota, que por sua vez tem uma filha chamada Fumiko, de quem Kikuji também irá se aproximar.”


Fonte: Leia para Viver

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Poesia: Mais feliz





No dia em que sonho com você, acordo mais feliz
A medida que se aproxima o dia de ao menos te ver, sou mais feliz
A cada vez que ouço a música que você dedicou a mim,

Me arrepio, coração explode, e ainda assim sou mais feliz
Quando finalmente o dia chega, e vou ao seu encontro,
Pequenos gestos, frases, olhares, procuras no silencio,

Desejos guardados no fundo do coração
E que por deveras vezes, nunca são revelados,
Mais que ainda assim insistem em explodir no brilho,
No singelo tilintar do nosso olhar, mesmo assim sou mais feliz

Mesmo você sendo meu sim e nunca meu não, meu melhor amigo,
Muitas vezes talvez, quem sabe meu único irmão, esse fato muitas vezes
Me traz um misto imenso de tristeza e alegria, mais ainda assim só em
Possuir um mínimo que seja de você, sou mais feliz.
TQ

Autoria: Lindaiá Campos