quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Resenha: Um Romance Perigoso





Sendo o terceiro romance policial de Flávio Carneiro protagonizado por André, um homem de existência instável – afetiva e materialmente- que vivia de cobrar dividas acabando assumindo a identidade de um de seus credores, o detetive Miranda, e seu inseparável amigo e assistente, o Gordo.


“Preste atenção a cor está nos detalhes: nos bilhetes, nos envelopes e no cenário dos crimes. Por onde quer que passe, o assassino deixa como assinatura um lastro vermelho de pistas.”


Essa nova história de suspense, mistério, violência e romance, elementos clássico de todo romance policial, se passa no Rio de Janeiro. Ao saber da morte de Epifânio, um escritor de autoajuda Andre “Miranda” não fica não fica triste e nem feliz com a noticia.

 Afinal, foi uma das vitimas desse popular escritor, conhecido pelas sombras como o que ele exatamente era um charlatão. Porem como todo e bom detetive começa a se fazer o seguinte questionamento, será que o autor de autoajuda sofreu uma repentina crise de consciência por ser uma fraude e resolveu dar cabo da própria vida ou fora assinado por alguém que assim como ele, já fora enganado?


Ele acaba sendo convidado para dar apoio às investigações, eis a sua chance de dar um fim a tamanho questionamento.
Para isso contará com ajuda do Gordo, uma espécie de doutor Watson, porém de um Sherlock tropical, dono de um sebo de livros raros, amigo e assistente de Andre, Clóvis um motorista de táxi que transforma uma propriedade que herdou em um motel-fazenda, antigo sonho.
Juntos iniciam a união de um complexo e inteligente quebra cabeça de pista que vai desde um exemplar usado de A irmãzinha, de Raymond Chandler, um dos maiores escritores americanos  quando o assunto é literatura policial noir, sobre a cama do quarto. Na parede, um grafite, em spray vermelho escuro, como sangue, escrito X-9. 

Todos nós aqui sabemos o significado dessa expressão, é um termo usado para traidores. Epifânio teve ligação com os militares na época da ditadura.
Ele não falava sobre o assunto, porém a mídia não perdera a oportunidade de uma ou duas vezes mencionar o fato de que o escritor levou muita gente a morte ou ao exílio nos anos 70, escritores e artistas que não eram bem vistos aos olhos do regime militar. 

Agora, o que esse passado teria a ver com esse romance “perigoso” encontrado no quarto, e que conta a história de uma moça que pede ajuda de um detetive para encontrar seu irmão desaparecido?


Só lendo para saber.