sexta-feira, 7 de abril de 2017

Para aqueles que além de serem Umbandistas, curtirem HQs, quadrinhos, confiram!



Olá Galera como vai, tudo bem?

Lá estava eu namorando o presente que minha amiga de grupo Josiane me mandou (Amigo Literário), gravei inclusive um vídeo Logo eu a “tímida” rsrsrsrs mostrando todos os mimos lindos e delicados que ganhei.
 Fiquei pensando o que mandaria para minha amiga Marjorie (o livro dela já fora direto do site para ela), um ótimo site que descobri, muito bom por sinal, livros mais baratos, entrega rápida, quem quiser conferir, pesquisa Cia de Livros, ok?
Bom como a Marj é umbandista me veio a ideia de fazer um mimo para ela referente ao assunto, mais nada tradicional, como sabem isso não faz parte do meu show. Me veio de repente a seguinte ideia:
Porque não fazer um artesanato com tirinhas em quadrinhos? Mais não qualquer tirinha, e sim dos orixás.

 Mais então me questionei: será que existe quadrinhos sobre o assunto?

Confira!


HQ transforma Orixás em Super Heróis

Se a Marvel resolvesse se inspirar na mitologia Yorubá para criar suas histórias, o guerreiro Xangô teria uma força tão quanto Thor, defenderia a justiça como O Capitão América, e contaria com a ajuda de Oxum, Ogum e Oxóssi para conquistar o trono do Império africano de Oyô. Mas não é mais necessário uma gigante do ramo para fazer explodir um novo universo nos quadrinhos.  A HQ “Contos de Orun Aiyé”, que deve ser lançada em Agosto, dará aos Orixás cores e contornos de super heróis.
Eles têm poderes e distinções muito claras de personalidade, como os super heróis tem, Xangô e Iansã são vermelhos, Ogum é azul e verde, Oxum é dourada, conta o criador da história, Hugo Canuto.
“Tem um código ali que dialoga muito com a figura do super herói.”

E como todo mundo que faz quadrinhos é um fã inveterado do mesmo, o mundo do quadrinista baiano girou sempre no decorrer de sua evolução o universo de Thor, Conan e Super-Homem, personagens inspirados em mitologias distantes, mais que nunca tiveram dificuldade de assimilação por parte dos leitores brasileiros.

Já tento visitado outras culturas em “A Canção de Maryrube”, inspiradas nos povos latinos, caiu a ficha:

Porque aquilo que é Brasileiro, que faz parte da cultura do País, é vista dessa maneira negativa e esse mesmo arquetípico da cultura euro ocidental é vista como herói?

Porque o deus nórdico, na ficção de Marvel, é um super herói e Xangô, guerreiro africano, é considerado um demônio?

 Nascido da vontade em unir duas grandes paixões, a cultura brasileira e as HQs, em Agosto passado uma capa clássica de Os Vingadores, com Ogum na mesma pose de capitão América, e Oxaguiâ no lugar do homem de Ferro. Nascia ali “The Orixás”, homenagem despretensiosa ao quadrinista americano Jack Kirby, fundador da Marvel e uma de suas maiores inspirações, que completaria 99 anos naquele dia se estivesse vivo. A ilustração foi recepcionada com uma febre de curtidas e compartilhamentos. 

Canuto criou então capas fictícias para cada Orixá e decidiu bancar um projeto de verdade. Recusou ofertas de editores e foi para o conhecido Crowdfunding. A “vaquinha” iniciada em Novembro bateu sua meta de $12 mil logo nas primeiras semanas e encerrou a arrecadação com $40 mil.

Fundindo mundos na prévia de “Contos de Òrun Aiyé”, é possível ver a influência dos heróis clássicos, como se Jack Kirby e Stephen “Steve” J. Ditko (responsável pela arte de Dr. Estranho) jogassem suas cores e influências pop em um novo mundo de super deuses. Mas o projeto vai além de transformar os Orixás em meros arquétipos.

“A história que eu estou construindo se situa no tempo lendário, no passado mítico, em que o céu (Òrun) e terra ( Àiye) é um só. Não tem como ser maniqueísta. Eles são muitos complexos, não se deduzem a bom e ruim.”, explica Canuto.

” Quero trazer esse universo para uma mídia que ainda é muito eurocêntrica, muito ligada a temas norte-americanos. Trazer algo que é tão vítima de preconceito, que é combatida por movimentos reacionários, para uma linguagem diferente e fazer com que as pessoas olhem de outra maneira.” Observa o baiano. “Fiz uma ponte entre duas realidades.

Parabéns pela iniciativa maravilhosa Canuto e sucesso!


Lindaiá Campos
Fonte: Google, UOL.