quinta-feira, 6 de abril de 2017

Resenha: Onze vezes Madrinha e nenhuma vez noiva!

Olá pessoal tudo bem?

O livro resenhado de hoje é com certeza mais um futuro sucesso de Mônica Meireles, “11 vezes madrinha nenhuma vez noiva”. Assim como em “A vez de Anne”, a autora conseguiu mais uma vez nos transportar para uma realidade muito mais comum do que imaginamos atualmente:
Mulheres independentes, solteiras, mulheres assumindo a posição de pegadora na qual a muito, pertencia aos homens.
Mel é linda, carismática, empresária, aos 26 anos possui o seu próprio ateliê de noivas em uma pequena cidade. Ela é solteira, pegadora e acha isso ótimo, até que um dos seus “amigos” resolve se casar com uma das suas “amigas”, a Renata. E esse fato, unindo-se com os preparativos do evento, juntamente com diversas surpresas e declarações, faz com que ela reflita sobre a sua própria vida.
No decorrer do livro, me vi diversas vezes ali, assim como diversos personagens e relatos feitos por mel e por outros, me fizeram ver uma galera bastante conhecida.
Quem em sua família, não possui aquela prima invejosa, uma mãe na qual por determinado tempo achamos careta, e que suas coisas guardadas não passam de velharias, que se é linda, jovem, é preciso viver a vida. Acredite, não precisamos ter 26 anos assim como Mel para em determinados momentos da vida pensarmos isso. A maturidade é uma questão de estado de espirito e cada qual tem o seu momento certo da mesma chegar.
Hoje em dia quando somos jovens, seja internamente quanto externo, vivemos como uma carreta desgovernada, provando de tudo, curtindo tudo, vivendo intensamente como se fosse o último dia de nossas vidas todos os dias. Sei que muitos aqui vão concordar, mais será que isso é viver? Será que as vezes, devido a tanta ânsia, tanta sede de viver, de experimentar, não pode acabar nos fazendo perder grandes oportunidades na vida?
Por mais que curtir seja bom, quem lá no fundo, em algum determinado momento da vida, não desejou ter alguém só para si? Sossegar? Se sentir amado, acolhido?

“E se eu vestir esse vestido e ficar sonhando com um casamento para mim? E se eu sentir um tiquinho de vontade de casar?
Eu não posso sentir isso, não enquanto eu não me apaixonar.
Eu não quero me frustrar por ter quase trinta anos, sonhar com um casamento e não poder me casar porque eu ainda não encontrei o cara certo.
Não quero ficar como a Vitória. Lembra dela?”

Medo, busca, desilusão...será esse o real motivo de tantas pessoas viverem sozinhas hoje em dia, tantos casamentos começarem e terminarem com a mesma rapidez?
Mel apesar de solteira como muitas mulheres hoje em dia, teve a aquela pessoa especial, afinal, quem nunca teve? Porém acaba se tornando madrinha de casamento dele com uma das suas melhores amigas. Na velocidade a qual vivemos ela nem se dá conta direito do que ocorre a sua volta, o medo tem dessas coisas.

“— A Mel não vai casar! — Renata diz com certeza, fazendo Zeca lhe fuzilar com os olhos, dignos de quem afirma "Eu te odeio, sua vadia, vaca, cachorra", todos os apelidos que ele deu para ela.
Pensando bem, Renata está certa: eu não vou casar, afinal estou chegando aos trinta e nem sequer um ficante fixo tenho.
 Sem contar que tem sido tão difícil para ela gostar de um vestido, então por que eu recusaria esse que eu não irei usar tão cedo?
 E outra pessoa alugaria mesmo, não é verdade?
Diante desse pensamento, puxo o vestido das mãos de meu amigo e passo para Renata.”

“— Na verdade, eu... — ele ia dizer algo, mas a Renata chegou com o sorriso de moça boazinha junto dela.
 E eu, como sempre, não dei chances de o Marco terminar de falar o que queria.”

Lendo esse livro e trazendo como sempre gosto de fazer para atualidade, vejo em Mel a mulher atual: Jovem, linda, bem sucedida, independente, decidida, que não teme nada nem ninguém, será?
As vezes a velocidade da vida, os corações partidos, a pressa de viver, curtir a vida adoidado como se fosse o último momento, nos faz ser igual a um vovozinho infeliz: “corre em vão todos os cantos da casa a procura dos óculos tendo-os na ponta do nariz.”
Sabe galera, viver a vida é simplesmente um máximo, novas pessoas, novas sensações, mais no final ninguém quer e nem deve terminar sozinho. Acredito que a grande dúvida seja, qual o cara certo?
 Ou a garota certa?
Onde procurar?
Será que vou encontrar?
Isso existe?
O amor anda meio desacreditado não é mesmo? Mais será que sabemos realmente procurar, identificar?
Feliz daquele que consegue enxergar a tempo tudo aquilo que esteve na ponta do nariz.

Sobre a Autora:
Mônica Meirelles e carioca da gema, autora de A Vez de Anne, Meu Quase Irmão, Meu Quase Irmão o lado Bê, Mania de você, Meu Pequeno Vazio, Onze Vezes Madrinha.
Confiram a resenha e de A Vez de Anne e no Wattpad Meu Quase Irmão.
Apesar do sucesso, continua a mesma pessoa meiga, atenciosa e amiga, continua no Wattpad, conquistando mais e mais leitores, assim como no Face e, até mesmo as vezes no Zap.
 Sucesso Mônica e um grande abraço!


E para quem curtiu a resenha, entra, comenta, curti, segue e indica para os amigos, até a próxima pessoal!


Lindaiá Campos