sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Parabenizando: De hoje vai para Edgard Allan Poe e Euclides da Cunha!




Olá galera!

Peço desculpas pelo atraso, pois essa postagem deveria ter sido feita ontem....mais infelizmente não conseguir. Então estive pensando, ontem foi aniversário de Poe o poeta macabro e hoje Euclides da Cunha!

Divirtam-se.


Edgar Allan Poe foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense.

Nascimento: 19 de janeiro de 1809, Boston, Massachusetts, EUA
Falecimento: 7 de outubro de 1849, Baltimore, Maryland, EUA
Contos: O Coração Revelador, A Queda da Casa de Usher, mais
Poemas: The Raven, Annabel Lee, The Bells, Lenore, Eldorado, mais
Peças: Politian

Mais de duzentos anos após o seu nascimento Poe ainda continua sendo atual, pode ter certeza.
Sua obra possui um catalogo em todos os continentes, nos mais diferentes idiomas, e é tema comum em teses de mestrado. Do mundo acadêmico para cultura pop, de tempos em tempos as histórias fantásticas do autor ganham novas adaptações no cinema, TV, literatura.
De Iron Maiden a Green Day e Os Simpsons;
De Vincent Price a Tim Burton;
Nos quadrinhos de Neil Gaiman ou nas sérias The Following e na brasileira Edgar.
Para onde você for, existe o toque desse gênio, chegou a hora, a sua vez de conhecer ou de reencontrar a obra original de toda a sua grandeza, o que acham?

Os contos que mudaram os rumos da literatura ocidental, os personagens eternos, a prosa, a poesia escrita à pena, manchadas de sangue, as histórias do detetive Auguste Dupim que serviu de inspiração para criação de Sherlock Holmes, enfim vou postar para vocês uma edição a altura do mestre, e o que é melhor: esse é apenas o primeiro volume.

#euquero


O poema mais clássico do Edgar Allan Poe e um dos mais geniais, tanto sonoramente, com suas rimas super bem elaboradas e jogos fonéticos, quanto pela questão de sentido ambíguo e complexo. O corvo da história representa a morte e o pesar do personagem, que sofre pela perda de sua mulher amada, Lenore. É tão genial e profundo quanto macabro! 

Esse poema foi lançado em 29/01/1845, ou seja: mais um parabenizando esse mês!


O CORVO

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
Edgar Allan Poe
Fonte: Gost sin, Google, Wikipédia, Dark side, O pensador








Euclides da Cunha nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1866 e morreu neste mesmo estado, em 1909, aos 43 anos de idade.

Era engenheiro, porém seu talento literário não passava despercebido, e, logo recebeu um convite para ser correspondente do jornal “O Estado de S.Paulo”, este fato ocorreu durante o período da Guerra de Canudos. 

Posteriormente, escreveu sobre esta revolta no livro: Os Sertões, obra que atingiu um grande sucesso. Nesta obra ele faz ainda uma análise brilhante da psicologia do sertanejo e de seus costumes. Escreveu também: Peru versus Bolívia, Contrastes e Confrontos e A Margem da História. 

Sua vida privada foi repleta de contrariedades e grandes dificuldades financeiras. No ano de 1909 ele prestou concurso para o magistério. Apesar de ter sido aprovado ele não teve tempo de assumir o cargo, pois, foi assassinado pouco tempo depois. Sua obra é reconhecida até os dias de hoje e seus livros são lidos pelos apreciadores da literatura brasileira.

Principais obras de Euclides da Cunha (textos, artigos e livros)

- Em viagem: folhetim. O Democrata, 1884. 
- A flor do cárcere. Revista da Família Acadêmica, 1887. 
- A Pátria e a Dinastia. A Província de São Paulo,1888. 
- Estâncias. Revista da Família Acadêmica, 1888. 
- Fazendo versos, 1888.  
- Atos e palavras. A Província de São Paulo,1889. 
- Da corte. A Província de São Paulo, 1889. 
- Divagando. Democracia, 1890. 
- O ex-imperador. 1890. 
- Da penumbra. 1892. 
- A dinamite. Gazeta de Notícias, 1894.
- Anchieta. O Estado de São Paulo,1897. 
- Canudos: diário de uma expedição. O Estado de São Paulo, 1897. 
- O Argentaurum. O Estado de S. Paulo, 1897. 
- O batalhão de São Paulo. 1897. 
- O "Brasil mental". O Estado de S. Paulo,1898. 
- Fronteira sul do Amazonas. O Estado de S. Paulo, 1898. 
- A guerra no sertão 1899. 
- As secas do Norte. 1900. 
- O Brasil no século XIX. 1901. 
- Os Sertões: 1902. 
- Ao longo de uma estrada. 1902. 
- Olhemos para os sertões. O Estado de São Paulo, 1902. 
- A arcádia da Alemanha. 1904. 
- Civilização, 1904. 
- Conflito inevitável, 1904. 
- Um velho problema. 1904. 
- Os nossos "autógrafos". Renascença, 1906. 
- Contrastes e confrontos. 1907
- Peru 'versus' Bolívia. 1907.
- Castro Alves e seu tempo. 1907. 
- Entre os seringais. 1906. 
- O valor de um símbolo. 1907.
- Numa volta do passado, 1908. 
- A última visita. Jornal do Comercio, Rio de Janeiro, 1908. 
- Amazônia. Revista Americana, 1909. 

Rimas

Ontem - quando, soberba, escarnecias
Dessa minha paixão - louca - suprema
E no teu lábio, essa rósea algema,
A minha vida - gélida - prendias...

Eu meditava em loucas utopias, 
Tentava resolver grave problema...
Como engastar tua alma num poema? 
E eu não chorava quando tu te rias...

Hoje, que vivo desse amor ansioso
E és minha - és minha, extraordinária sorte, 
Hoje eu sou triste sendo tão ditoso!

E tremo e choro - pressentindo - forte, 
Vibrar, dentro em meu peito, fervoroso, 
Esse excesso de vida - que é a morte...

Fonte: O Pensador, Google,Wikipédia

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vitrine: o hábito de ler nos torna mais humanos

Olá galera, como vai, tudo bem?

Espero que sim.

Bom:
 você chora ao assistir não somente um filme, uma peça teatral, ao ouvir uma música ou até mesmo ao conhecer ou presenciar a história de vida de alguém?

Você mesmo sendo o (a) magoado(a), ainda sim, mesmo com toda essa ferida dentro de ti, se coloca no lugar do outro e até mesmo por incrível que pareça, mesmo não concordando, mesmo sabendo que aquilo ou aquela atitude é errada, mesmo assim, perdoa, compreende, enfim segue em frente?

E você? Que não possui, nenhuma faculdade, nem status, muitas vezes é até o (a) mais nova da turma, ainda sim, é conhecido por ser alguém muito sábio, mesmo que você mesmo não consiga ver isso?

Você se sente diferente? Deslocado? As vezes rejeitado em alguns grupinhos?



Se você possui algumas ou todas essas qualidades, provavelmente você costuma ler muito e quase sempre.


Nós já sabíamos, mais estudos comprovaram que ler ficção te faz desenvolver mais empatia para com o próximo. Você pode estar querendo simplesmente assim como eu, entender um pouco mais sobre esse bicho chamado "Ser Humano", ou precisando de uma desculpa para ler mais, ou para incentivar alguém a ler, ou também precisar de um empurrão por sempre viver indecisa sobre qual será sua próxima leitura.

Boa notícia: para a ciência, está ficando cada vez mais claro que todos que leem literatura de ficção desenvolve muito mais a sua empatia do que os outros.


Quando falamos de ficção estamos falando de algo além da ciência, são romances, histórias sabe, inventadas, empolgantes, daquelas que nos levam para dentro da cabeça de um personagem, de alguém que apesar de ser difícil de acreditar as vezes, nem existe.

A Teoria da Mente, surgiu no meado do século passado e foi descrita pela revista Science: Capacidade humana de compreender que as outras pessoas tem crenças e desejos, e que eles podem ser diferentes das suas crenças e desejos.

                               "Eu acho que os livros tem um poder incrível de unir as pessoas"



Ao testar em 2013, a Teoria da Mente, a revista percebeu que os leitores de romance se saem muito melhor em relação ao fato de os seres humanos possuírem opiniões e desejos diferentes.

Em Julho do mesmo ano, outra pesquisa foi feita sobre a empatia e a leitura e como a sua relação foi poderosa galera. Alguns foram convidados para ler o conto da Saffrom Dreams, enquanto algumas pessoas apenas acompanhavam através de relatos como a história se desenrolava, o popularmente "boca a boca".

O próximo passo foi, expor ambos a fotografias e imagens, mais não uma simples foto, mais sim, fotografia de olhares - de diversas pessoas diferentes, e foram estimulados a supor o que cada fotografo estava sentindo,pensando, cada um deles, no momento da captura.

Resultado: os que leram o conto indicado viram as fotos dos diferentes olhares sentiram muito mais empatia do que os que apenas ouviram relatos sobre o conto.

Observação: Devemos investir não somente em ler ficção mais também nas narrativas também...


Creio que, entre uma biografia e um livro de ficção, diante dessas informações,que tal tentar outra vez?


Por hoje é só galera e até a próxima!

Fonte: QCA, Google

Lindaiá Campos




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sexta-feira 13: Curiosidades e é lógico, livros para você ler num dia como esse

Olá pessoal, tudo bem?

Bom, mais uma sexta feira 13 no pedaço e Jason, entre outros personagens muito conhecidos pelas suas ações de terror se preparam para voltar a ativa. Data muito simbólica para as obras de terror e cercadas de lendas, superstições e para quem não sabe, virou até mesmo motivo de fobia.


Acha que estou brincando? Não, não,não.


Acredite, "Parasquevedequatriafobia" é o nome que se dá a quem possui aversão a esse dia.




Mais, vocês sabem de onde veem essas histórias?

Não? Pois então conheça além dos primórdios de como tudo começou mais também, algumas curiosidades sobre o tema:




Origem Nórdica

Não há confirmações concreta, porém tudo indica que, a lenda se originou na mitologia nórdica. Tipo, você resolve dar uma festinha, mais apenas com amigos íntimos, e aquela pessoa na qual você não convidou, a indesejada, aparece e cria a maior saia justa?
Então, foi exatamente isso que aconteceu: 12 divindades foram a um banquete no grande Valhalla (era como se fosse uma casa dos Deuses).
Bom, o que era para ser divertido, acabou em tragédia porque Loki, um espirito mal e da discórdia apareceu e causou a maior confusão (estilo Malévola, por não ter sido convidada ao batizado de Aurora), causando a morte do deus Balder.

                                                 Fizeram uma festa e não me convidaram?


A partir daí que surgiu a crença de que convidar 13 pessoas para algo dava azar. Que tal prestar mais atenção na sua lista de convidados da próxima vez?



Versão Católica


Existe uma crença de que Jesus foi crucificado em uma sexta e depois de sentar-se a mesa com 13 pessoas, na última ceia.






A Vingança de Freya


Existe uma música da cantora Rebecca Black - grudenta - Friday, talvez ela nem fizesse ideia da origem dessa palavra.
Veio da deusa Freya, da Escandinávia, representava amor e beleza - igual a deusa Vênus na mitologia grega.

O seu nome deu origem ao "dia de Freya", que acabou se tornando, Friday, que é sexta em inglês. A pesar da sua simbologia ser sobre coisas bem bonitas, sabemos que infelizmente, as vezes o amor pode nos levar a um limite não muito positivo, por isso, ela se tornou vingativa e se transformou numa bruxa, na época em que as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo.

Freya bolou um plano maligno e para realiza-lo chamou 11 de suas amigas bruxas, na qual fazia reuniões semanais ente elas.
Agora, adivinha qual o dia da semana dessas reuniões? Sexta-feira...qualquer semelhança é apenas uma mera coincidência.

Achando pouco e ainda não satisfeita, a ex-deusa e princesa das trevas ainda resolve convidar o coisa ruim para fazer parte da festa, já que era necessário treze pessoas.



Mediante tantas histórias, que tal convidarmos o 14º convidado?


Lá na terra do Tio Sam, se você estiver com esse exato número de convidados para uma mesa, pode contratar um profissional para se safar dessas superstições. Como você pode ver, muita gente não gosta de ter 13 convidados, vai que dá algo errado? Melhor prevenir do que remediar.


Dia do prejuízo


Se você ainda não acredita nessa coisa de fobia, sabia que quando essa data chega, nos Estados Unidos são perdidos cerca de 900 milhões de dólares, já que as pessoas não querem fechar nenhum negócio.


Grandes Tragedias aconteceram em uma sexta feira 13


Coincidência? Será? Sendo ou não, muitos acidentes aconteceram nessa data, querem ver um exemplo?
O transatlântico Costa Concórdia que naufragou 13 de Janeiro de 2012;
A nave da missão Apollo 13 explodiu no dia 13 de Abril de 1970;
O acidente com o avião da Força Aérea do Uruguai, que levava uma equipe uruguaia de Rugbi , caiu na cordilheira dos Andes em 13 de Outubro de 1972.





Livros ou porque não ao invés disso, escritores?



No começo da minha pesquisa, iria selecionar alguns livros de terror, porém são tantos que decidir optar por seus escritores: 

1 - Stephen King: é o principal nome vivo do gênero com uma vasta lista de clássicos da literatura de horror e suspense. Com uma imensa fauna de criaturas perigosas que vão de zumbis a vampiros, ou temidos palhaços a carros possuídos, fantasmas e possessões, King é uma excelente pedida de leitura para as Sextas-feiras 13. Sucesso nos livros e nas adaptações do cinema, o mestre continua soberano no horror;

2 - H. P. Lovecraft: Dono de uma biografia com textos sombrios e carregados, o autor é praticamente unanimidade entre os fãs da literatura de horror e influência certa para as novas gerações;

3- Edgar Allan Poe: Outro nome obrigatório em qualquer lista de horror Poe é provavelmente o autor que mais tenha colaborado para a popularização da literatura de horror. Seus textos são clássicos universais que permanecem vívidos e cálidos nas prateleiras;

4 - Joe Hill: O jovem autor é filho de Stephen King e já coopta uma grande quantidade de fãs. Entre suas publicações mais conhecidas está o suspense A Estrada da Noite.

5 - Douglas Eralldo: Blogueiro e autor do romance de suspense e horror Morgan: o único tem um texto forte é uma das novas caras do gênero no mercado brasileiro. Assim como King centra suas histórias no Maine, em seu livro o Douglas também faz o uso da paisagem local do Rio Grande do Sul para ambientar uma invasão de zumbis;

6 - Anne Rice: A rainha dos condenados é outra excelente pedida de leitura para sua Sexta-Feira 13, com seus vampiros clássicos que além de não brilhar no sol, gostam e muito de sangue e sexo;

7 - Dean R. Koontz:  Americano da Pensilvânia é um dos expoentes autores do gênero com uma biografia de ótimos resultados no mercado literário. Ficou conhecido pelo mundo graças ao sucesso editorial da trilogia Frankenstein;

8 - André Vianco: Também não poderia faltar nesta lista, o principal escritor brasileiro no gênero de suspense e horror, que desde o seu primeiro livro com o romance Os Sete, se tornou o autor de maior sucesso de vendas entre os que escrevem suspense e horror no Brasil;

9 - R. L. Stine: Já os que preferem um horror mais leve e descontraído o autor é uma excelente pedida com seus fantasmas e monstros juvenis;

10 - Rochett Tavares: Contista e autor de livros como Criaturas e Abismo e Nefastos, o jovem autor é um dos nomes da literatura do horror hardcore com tramas bastante densas;






Bom, espero que gostem e aproveitem.

Até a próxima!


Lindaiá Campos
#vcnpdeixardeler

Fonte: Google, listas literárias.










quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O Parabenizando de hoje vai......

Um dos maiores cronistas do Brasil, nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, a 12 de Janeiro de 1913. Formado em direito, guardou o diploma e decidiu se dedicar inteiramente ao jornalismo, escrevendo comentários políticos, crônicas e reportagens para jornais e revistas de São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro onde morava. 

Trabalhou no Jornalismo da Tv Globo, escreveu crônicas para revistas, foi um dos sócios das Editoras Sábia e Autor, enfim, fora um dos maiores cronistas do nosso País. 

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de Dezembro de 1990. Estamos falando, nada mais, nada menos de Rubem Braga galera.


 E para homenageia-lo, além é claro de trazer mais essa satisfação com os seus escritos, com vocês: 



   
CAFEZINHO

  Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café. 

        Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase: 

        - Ele foi tomar café.

        A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

        - Bem cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

        Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

        - Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

        Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

        - Ele está? - alguém dará o nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

        - Ele disse que ia tomar um cafezinho...

        Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

        - Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...

        Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

        Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.


Rubem Braga (1939).






Artigo: Lindaiá Campos

Fontes: O Pensador, Google



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Alguns Livros de Escritores Alemães Comtemporaneos

Oi, hoje resolvemos trazer alguns livros de escritores Alemães que vem a cada dia mais sendo traduzidos para o Português, e isso é ótimo pois a qualidade dos escritores alemães é irrefutável.

Escritores Como: Goethe, Schiller, Bertolt Brecht, Heinrich Böll, Thomas Mann, Hermann Hesse, Günter Grass etc.
Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) talvez seja o maior nome da literatura alemã de todos os tempos. Mais não podemos deixar de mencionar também autores de clássicos como “Os Sofrimentos do Jovem Werther” e Fausto”, que foram um dos líderes e principais nomes do movimento literário conhecido como Sturn und Drang (Tempestade e Ímpeto – Algumas traduções substituem “ímpeto” por “estresse”).
Temos também “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann, um cartapácio com mais de 700 páginas.
“Demian” também merece destaque, já que esse livro é considerado, por muitos, como o principal título na vasta obra de Hermann Hesse.
Por último, porém não menos importante, temos a obra “O Tambor”, de Gunter Grass, considerado um dos principais nomes da literatura alemã no século XX.
Como vocês podem ver, ao longo dos anos muitas obras e diga-se de passagem de excepcional qualidade foram e acredito que continuaram sendo publicadas por autores alemães.

Após todos esses exemplos de grandes autores e obras citadas, os livros que lhes serão apresentados aqui são de escritores alemães contemporâneos pouco conhecidos aqui no Brasil, espero que gostem.











      Autor(a): Ingo Schulze
Editora: Cosac & Naify
Ano da publicação no Brasil: 2009
Páginas: 752
Ingo Schulze é um dos escritores e dramaturgos alemães mais importantes da atualidade. “Vidas Novas” é considerada sua obra-prima, tendo recebido, em 2008, o prêmio Grinzane Cavour. A obra é, sem dúvida, uma boa escolha aqueles que desejam compreender um pouco mais sobre o período da queda do Muro de Berlim.



Autor(a): Wladimir Kaminer
Editora: Globo
Ano da publicação no Brasil: 2005
Páginas: 186
Russo com cidadania alemã, Wladimir Kaminer é colunista e escritor, tendo publicado vários artigos em diversas revistas e jornais da Alemanha. A sua obra “Balada Russa” é uma reunião de contos que falam sobre imigrantes russos na capital alemã, Berlim.




      Autor(a): Petra Hammesfahr
Editora: Tordesilhas
Ano da publicação no Brasil: 2013
Páginas: 424
Petra Hammesfahr nasceu no pequeno município de Titz. É, atualmente, uma das mais importantes escritoras de livros policiais da Alemanha, sendo vencedora de prêmios como Crime Prize of Wiesbaden e o  Rhineland Literary Prize. Em “Um plano quase perfeito”, Hammesfahr trata da temática da ambição. Kerstin, protagonista da história, se utiliza de uma “estratégia perfeita” para conseguir fortuna.



Autor(a): Robert Löhr
Editora: Record
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 322
Robert Löhr, nascido em Berlim em 1973, é um famoso escritor e jornalista alemão. Seu livro “A manobra do rei dos elfos” é uma mistura entre thriller literário e romance histórico / biográfico. A ficção possui Goethe, Schiller e Humboldt como protagonistas. Os três buscam, na história, resgatar o filho legítimo de Luís XVI.




      Autor(a): Siegfried Lenz
Editora: Rocco
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 128
Siegfried Lenz foi um romancista, contista e dramaturgo alemão. Recebeu o prestigiado prêmio Goethe em 2000 (o mesmo ano do 250º aniversário de J. Wolfgang von Goethe). Em seu livro “Minutos de Silêncio”, Siegfried  conta a história de Christian, um adolescente que tem seu primeiro caso amoroso com sua professora de inglês, chamada Stella.




Autor(a): Herta Müller
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 304
Ensaísta e escritora, Herta Müller nasceu na Romênia e possui nacionalidade alemã. Foi a vencedora do Nobel de Literatura no ano de 2009. Em seu livro “Tudo o que tenho levo comigo”,  fala sobre as mazelas do jovem Leo Auberg num campo de trabalho soviético. De maneira geral, esta obra fala sobre a perseguição sofrida pela minoria alemã residente na Romênia durante o período do pós-guerra, iniciado em 1945.




      Autor(a): Thomas Brussig
Editora: L&PM
Ano da publicação no Brasil: 2005
Páginas: 149
Thomas Brussig, escritor nascido em Berlim, também utiliza o pseudônimo “Cordt Berneburger”. Estudou sociologia e dramaturgia. Uma particularidade deste escritor é o tom satírico de suas obras. Em ” O Charuto Apagado De Churchill”, Brussig fala sobre um menino chamado Mischa Kuppisch, nascido no lado comunista da Alemanha.



Autor(a): Andrea Maria Schenkel
Editora: Record
Ano da publicação no Brasil: 2011
Páginas: 144
Andrea Maria Schenkel é uma escritora alemã nascida na cidade de Ratisbona, localizada no estado da Baviera. Sua obra mais conhecida é Tannöd, vencedora do Deutschen Krimi Preis(uma premiação para livros ficcionais de crimes). O livro trata da história de uma família de agricultores brutalmente assassinada em 1920. Até o presente momento, o crime não foi solucionado.


Autor(a): Juli Zeh
Editora: Record
Ano da publicação no Brasil: 2013
Páginas: 396
Juli Zeh é uma escritora nascida na cidade de Bonn e vive, atualmente, em Leipzig. Recebeu, em 2002, o Deutscher Bücherpreis, uma premiação alemã para livros de literatura. Na sua obra “Juncos”, o protagonista Sebastian é um professor de física frustrado que, em certo momento, tem seu filho sequestrado.


Autor(a): Daniel Kehlmann
Editora: Companhia das Letras
Ano da publicação no Brasil: 2007
Páginas: 272
Daniel Kehlmann possui dupla cidadania, sendo austríaco e alemão. “A medida do mundo” é um dos livros de língua alemã mais vendidos. A obra conta a história de dois grandes cientistas alemães: Alexander von Humboldt e Carl Friedrich Gauss.

Espero que tenham gostado e caso conheçam mais algum escritor alemão, podem colocar aqui no comentário.

Fonte: Google, Leia para viver.