Olá como vai? Espero que bem viu
galera!
Bom:
Alguém ai já leu algo da literatura
Sul-Coreana, reformulando melhor a minha pergunta: Alguém se preocupa em olhar
de onde se trata toda a literatura que já leu na vida? Ou simplesmente os
devora sem parar?
Então, de todas as grandes economias
do leste asiático, a Coreia do Sul é a menos citada quando o assunto é
literatura. Em compensação há um crescimento muito grande por parte de nós
brasileiros pela produção cultural do local, principalmente em relação a
séries/novelas, cinema, e música, especificamente os gêneros POP e Drama.
Por exemplo Oldboy (2003), Lady
Vingança (2005), O Caçador (2008), e muitos outros que são bastante aclamados
pela crítica.
O curioso nisso tudo, a pergunta que
não quer calar é o notável e até mesmo lamentável esquecimento quando o assunto
é literatura Sul-Coreana, eu aposto que devem haver muitos autores esperando a
sua grande chance, não quero crer que seja falta de tradutores, talvez sim uma
falta de interesse das editoras pela cultura de lá? Será que eles acham que,
nós brasileiros não iremos apreciar a literatura de lá?
Além dessas questões terem grande influência,
não podemos esquecer que a editora tem um grande objetivo comercial, e pensando
nisso, para que um livro seja publicado em outros países, ele deve no mínimo ser
um sucesso de venda no seu local de origem, porém parece que o próprio governo
da Coreia do Sul está tentando promover a sua literatura para fora das
fronteiras, o que na minha humilde opinião, é ótimo.
De acordo com uma notícia no site
Publish News, algumas bolsas de tradução no valor de US$ 2,3 mil estavam sendo distribuídas
a fim de, incentivar a publicação em outros países.
Aqui no Brasil com a ajuda da
professora Yun Jung Im, temos algumas obras bem interessantes disponíveis aqui
no Brasil, veja alguns títulos:
Sijô, Poesia Coreana Clássica;
O Pássaro que Comeu o Sol: poesia moderna da coreia;
Olho de Corvo e outras obras de Yi Sang;
E olha só, para quem achava que a literatura coreana não
seria abraçada pelo Brasil, tenho a satisfação de informar que ambos estão
esgotados.
Mais quem achou que só existem esses aqui, se enganou, há
outras obras mais fáceis de achar, colocarei alguns aqui.
Autora: Shin Kyung-Sook
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 240
A Sul-coreana é uma das escritoras mais lidas em seu País.
Autora de 7 romances e já recebeu diversos prêmios como o Prix de I’inaperçu.
Por favor cuide da mamãe é a sua obra de maior sucesso, com mais de 1 milhão de
cópias vendidas e fora publicado em 23 Países.
Autor: Kim Young-ha
Editora: Geração
Ano: 2014
Páginas: 312
O escritor Sul-Coreano além de autor é também cronista no jornal New York Times. Flor Negra fala sobre a imigração coreana no ano de 1905, pouco mais de 1000 coreanos, em busca de uma vida melhor, resolvem sair de seu País para o México.
Autora: Han Kang
Editora: Devir
Ano: 2013
Páginas: 192
Autora de romances e contos, recebeu em 2016, o importante
Man Booker International Prize por seu livro A Vegetariana. O livro fala sobre
uma mulher sul-coreana que em certo momento, decide parar de comer carne, uma
decisão que a autora usa para mostra toda uma repercussão por conta dessa
decisão.
Autora: Bae Su-ah
Editora: Estação Liberdade
Ano: 2014
Páginas: 304
Ela é uma escritora e tradutora sul-coreana, Sukiyaki de
domingo é considerado uma crítica social bastante pesada, a autora expõe uma
Coreia do Sul menos conhecida, sem o brilho, o encanto tão marcante do avanço
tecnológico, com personagens marginalizados pela sociedade.
Autora: Yun Jung Im (seleção, tradução e notas); Boris
Schnaiderman (Prefácio)
Editora: Landy
Ano: 2009
Páginas: 336
A leitura desse livro se inicia com um interessante prefácio
do renomado tradutor Boris, logo após temos uma introdução da também tradutora
yun Jung Im, já citada anteriormente nesta postagem, em seguida temos por fim,
porém não menos importante os contos em si: 10 histórias escritas por variados
autores sul-coreanos.
Ficou curioso?
Procurem no Mercado Livre, em sebos físicos, ou nos sebos online
da Estante Virtual (por exemplo) e do Livronauta.
Até a próxima!
Lindaiá Campos
Fonte: Google, Leia para viver,
estante virtual