segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O Parabenizando de hoje vai: Para Julio Verne, o pai da ficção cientifica, inventor do futuro.


Em praticamente uma centena de livros ao todo, o inventor do futuro antecipou as conquistas tecnológicas do século XX em histórias de suspense e aventura.
1983. Correspondentes dos principais jornais europeus e dos Estados Unidos em Paris relatam a aventura do explorador Phileas Fogg em sua viagem ao redor do mundo. Cada etapa é atentamente acompanhada por milhares de leitores. Acontece que, Phileas Fogg não passa de um nada mais, nada menos que, mais um dos personagens criados pela mente brilhante do escritor francês Júlio Verne, no auge da fama. O livro A volta ao mundo em 80 dias, foi publicado como folhetim, no jornal parisiense de Le Temps.

No final da história, sensação de decepção: o protagonista depois de inúmeras peripécias, havia levado 81 dias para completar seu percurso, perdendo obviamente as 20 mil libras que apostara com os companheiros do Reform Club, em Londres. Porém, para surpresa dos jornais, assim como do público que incessantemente acompanhava essa incrível jornada, o dia em que Fogg retorna a Inglaterra, contava a data do que ele imaginava que seria, o dia anterior. Sabe porquê?
Seguinte: ao executar a sua viagem sentido ao Leste, terminou ganhando um dia a mais, já que havia visto o sol nascer 81 vezes, uma a mais do que quem estava em casa. O fenômeno já era conhecido desde 1522, quando os marinheiros da expedição de Fernão Magalhães, perderam um dia de seu calendário, viajando para o Oeste. Está ai, uma boa dica para quem realiza viagens nesse estilo.

É por conta desse conhecimento, entre tantos outros empregados em suas obras, que faz dele, o pai da ficção cientifica. Escreveu histórias que além de prender o leitor com seu suspense, o ritmo da aventura. Como também, antecipam invenções que só apareceriam no século XX, parecia que Verne previa, o futuro. Helicóptero, submarino, o aqualung, a televisão e a conquista do espaço. Histórias verossímeis, incríveis, emocionantes...

Tudo que Verne escrevia parecia viável, mesmo que a explosão cientifica de seu tempo, ainda não fosse o suficiente para produzir as maravilhas tecnológicas das quais ele falava.
Muitos chegaram na época a pensar que ele, o próprio Verne, fosse um personagem fictício e que seus livros eram produzidos por uma equipe de redatores. Em 1985. Dez anos antes de morrer, com uma celebridade de temperamento discreto e hábitos reclusos, Verne chegou a ser visitado, na cidade de Amiens, onde vivia na época, na beira do rio Somme, por um escritor italiano chamado Edmond de Amicis, interessado em saber se o colega francês, realmente existia, ou era só mais um fruto da imaginação de alguém.

Verne era um típico homem de sua época e de sua classe social fisicamente. Membro da burguesia média, vestia-se com ternos em estilo redingote, colarinhos engomados, gravatas de laço e uma infalível bengala. Sua cabeleira espessa lhe dava, ares de compositor; barba e o bigode compactos, expressão respeitável, de homem de bem. Seu trabalho era para ele, um imenso prazer, tão quanto, navegar nos seus iates, Saint-Michel II e III, a bordo revivia o gosto pela aventura que vinha desde a infância.

Em Nantes, cidade localizada na região francesa da Bretanha, onde nasceu no dia 8 de fevereiro de 1828, lá possuía um rio, o Loire, cujas margens ele e seu irmão Paul (um ano mais jovem) gostavam de brincar e conversar com velhos marinheiros, ouvia histórias de países distantes. Essas histórias o fascinaram tanto, que com apenas 11 anos decidiu fugir de casa para ser marujo, conhecer o mundo. Mais não foi muito longe. Pierre Verne, seu pai, advogado de bastante prestigio, conseguiu impedir a ousadia quase consumada, apanhando o garoto na primeira escala do navio, no porto de Paimboeuf. Monsieur Verne, conservador, sonhava em ver os seus dois filhos seguindo a carreira da família, de marujo jamais. Ao pôr as mãos em Júlio, deu-lhe uma inesquecível surra de chicote.

De volta à escola, acabou transferindo a paixão pelo ainda desconhecido, para Geografia. Através dela o aluno se transportava para os países que iam lhe sendo descrevidos, seus cadernos eram completamente cheios de esboços e mapas. Mais o estimulou tanto quanto a visita que fez com o pai às fundições e estaleiros de Indre, próximo a Nantes, onde os novos barcos a vapor estavam sendo construídos.

Na época, já adolescente, ficou totalmente deslumbrado. Não era para menos: as máquinas a vapor eram a grande sensação da época. Símbolos da Revolução Industrial, que começara na Inglaterra no século anterior, elas impulsionariam futuramente, uma série de portentosas transformações na sociedade europeia, em meados do século XIX. Tudo seria possível, de uma hora para outra. Contrário à tudo aquilo no qual os europeus estavam acostumados a conhecer, a ciência vinha a cada dia mais parecendo ter respostas para tudo, respostas se materializavam em máquinas, engrenagens, aparelhos, tornando a vida diária um verdadeiro paraíso se tratando de conforto.

Seu irmão sim, se tornou marinheiro, e Júlio Verne aos 16 anos, apesar da sua paixão pelo rio, sugerindo uma carreira como a do irmão, o interesse pelas máquinas, que o levava para engenharia, no fim, ele foi se preparar para Escola de Direito. Aos 20 anos, ano de 1848, chega a Paris apenas para cumprir um desejo do pai. O país após seis décadas a Resolução Francesa e 27 anos após a morte de Napoleão, vivia conflitos turbulentos, não só políticos, mais sociais.
Em 1848 a Revolução derruba o rei Luís Felipe, que encontrava-se no poder desde 1830, proclamando a Segunda Republica, com Luís Napoleão sendo eleito presidente alguns meses depois. Um golpe restaura a monarquia e o presidente se transforma em Napoleão III, quatro anos mais tarde.

 Apesar dessa breve aula histórica política, não foi isso que seduziu o jovem provinciano de Nantes, mais sim o espirito boêmio e cultural de Paris, onde reinavam figuras como os escritores Victor Hugo e Alexandre Dumas. Jean Jules Verne, na visão de seu neto, “era um idealista e um verdadeiro anarquista”. Mais nem mesmo em 1888 quando foi eleito vereador em Amiens, jamais teve militância partidária: ninguém conseguiu entender e nem explicar por que seu nome foi presentado pela extrema esquerda.

Foi convidado, ainda jovem e estudante de direito, a conhecer o castelo de Alexandre Dumas, em Saint-Germain. Fica impressionado pelo uso que o autor de Os três mosqueteiros faz, dos temas históricos, criando uma novela ou peça teatral. A partir daí, começa a fazer planos literários. Uma peça de Verne, Les pailles rompues, (“Contratos anulados”), é encenada em 1850, sem muito sucesso. Pelo visto não era esse o caminho para torna-lo famoso. Apesar de formar-se em direito, emprega-se como secretário do Teatro Lírico de 1852 a 1854. Ao mesmo tempo conhece uma viúva com duas filhas, Honorine-Anne de Vianne, com quem se casaria em 1857.
A moça não tinha nenhum interesse pela literatura, gostava era da vida social de Paris, isso sim, para ela o importante era morar bem, vestir-se bem e frequentar as grandes recepções. Tornando-se naturalmente uma presença secundaria na vida do marido. Tiveram um filho, Michel, em 1861.

Logo após o casamento Júlio surpreendentemente se torna durante nove anos corretor na Bolsa de Paris, meio inusitado não? Mais nada disso adiantava, ele simplesmente não tirava da cabeça a ideia do que fazer com a Geografia, o que Dumas fizera com a história: escrever romances e novelas que popularizassem o conhecimento da tecnologia e do mundo. E assim foi, em 1851, através de um pequeno conto, cujo o tema são as viagens marítimas, conhece então o jornalista, fotógrafo e aventureiro Félix Nadar, um entusiasta dos balões. Naquela época Paris vivia uma verdadeira febre pelo balonismo. No campo de Marte, de onde Santos Dumont decolaria com seu 14-bis, eram muitas comuns ascensões diárias de uma enorme diversificação de balões.
Vejam só: Santos Dumont, em pessoa contou certa vez, que inspirou-se na obra de Verne para construir seus aparelhos. Nadar executava as façanhas mais extraordinárias para um fotografo, elas culminaram com o acidente com o Géant, gigantesco balão que levou Nadar, a mulher e mais nove passageiros, para um tumultuado passeio de dezesseis horas. Ao pousar, Nadar quebra as pernas. Tudo isso só aumenta em Verne a paixão pela ideia do que se poderia chamar, o romance da ciência. Ele devora revistas de atualidades, publicações cientificas, absorvendo saber tudo sobre máquinas e invenções. E aos 35 anos, conhece o editor Jules Hetzel. Esse encontro, armado por Nadar, seria decisivo em sua vida.

Tímido e bastante nervoso, quando entregou os primeiros originais, uma aventura a bordo de balões em homenagem ao amigo fotográfico.
O editor depois de ler atentamente o calhamaço, comentou: “Como narração histórica está bom, mas quem quer história? Volte para casa e escreva de novo. Escreva aventuras emocionantes. O povo divertimento, aulas não”. Verne atordoado, ainda assim obedeceu. Duas semanas depois, entrega o texto reescrito a Hetzel. O editor sorriu, satisfeito, era aquilo que desejava: sonho, aventura, enfim, uma leitura que dava prazer.


O livro chamava-se Cinco semanas num balão e descrevia uma aventura na África. Foi um completo sucesso. Verne assinou um contrato, pelo qual se comprometia a escrever dois livros por anos, pelos próximos vinte anos (mais tarde o contrato foi ampliado, para toda a produção futura), ganhando 10 mil francos por livro, uma fortuna na época, que lhe permitiu libertar-se da Bolsa parisiense. Verne cumpriria o contrato rigorosamente durante quarenta anos. Hetzel teve um papel fundamental na obra do escritor: no texto das viagens extraordinárias, uma coleção de aventuras publicadas em forma de folhetim, o editor acompanhava o trabalho do autor como um produtor de televisão acompanha o trabalho de um autor de novela. Ele próprio era um viajante de marca maior. Além de cruzeiros pelo mar do Norte e pelo Mediterrâneo, atravessou o Atlântico em direção a Nova York, em 1867. Era também um entusiasta do meio de transporte mais revolucionário de sua época: o trem. Em 1880, atravessou a Inglaterra e a Escócia. Durante as viagens, preocupava-se em fazer copiosas anotações que depois serviriam de referência para seus livros. Para o público francês, ler Verne era então a única oportunidade de aventurar-se por uma ficção decididamente incomum.

Era muito minucioso na descrição de cenários. Transportava os leitores dos polos gelados aos desertos africanos, das aldeias da Rússia e da Ásia a nada menos que o centro da terra. Além disso, nas suas narrativas havia referencias as últimas invenções da época, as lâmpadas de arco e fluorescentes, como também as máquinas a vapor, ao telégrafo e ao cabo submarino. Porém, são as projeções futurísticas que surpreendem até hoje. Quando projetou o submarino Nautilus, comandado pelo Capitão Nemo, Verne estava a par do que se publicava, sobre as mais recentes tentativas de se construir um barco submersível.

Se engana quem pensa que, são apenas máquinas que habitam seus livros. Em Vinte mil léguas submarinas (1870), por exemplo, a descrição do fundo do mar, é tão fascinante que o oceanógrafo Jacques Cousteau considera Verne uma das leituras fundamentais de sua infância, indicando-lhe o caminho de explorador dos mares.

De tanto assedio que sofria na capital, optou por se instalar numa magnifica mansão em Amiens, ao norte de Paris, local bastante tranquilo, em seu quarto na da torre da mansão. Outro local preferido era a bordo de seu barco, com o qual ia a Paris, subindo o Sena. Aquele garoto que amava navegar, explorando as ilhas do Loire, renascia e se realizava como capitão do iate Saint-Michel, onde guardava magníficos mapas, livros e revistas. Escrevia dois ou três livros ao mesmo tempo, primeiro a lápis, num caderno onde, só usava a página da direita; a esquerda em branco, era usada para as devidas correções. Os originais mostram que sua redação era fluente e que ele raramente modificava a versão inicial. Levava, em média, seis meses para completar um livro.

Sempre foi considerado um escritor para o público juvenil, sem maiores pretensões, do ponto de vista literário. Eu particularmente o considero um escritor incrível, expressar com a riqueza de detalhes nas quais foram colocadas em suas obras, lugares, objetos, criações qual nem ao menos ainda haviam sido inventadas na sua época, definitivamente, não é para qualquer um. O poeta francês Guillaume Apollinaire (1880-1918) costumava dizer que a grande virtude do estilo de Verne era a ausência de adjetivo. Lembrando que, seus livros foram todos escritos sob contrato e obedecendo a exigências especificas. Considerados como o melhor presente de natal para os adolescentes do século passado, não poderiam ferir, por exemplo, a sensibilidade católica dos leitores ou a de seus pais. A publicação dos capítulos seriados da Volta ao mundo se tornou uma febre. Induziu campanhas de navegação, a lhe oferecer verdadeiras fortunas, para que os personagens fizessem a última etapa em um de seus navios, uma autentica jogada de merchandising.

Era 8 de março de 1886, início da noite, Verne voltava para casa quando dois tiros, o atingiram, felizmente no pé direito. O escritor ainda chegou a ver a silhueta de um homem, com a pistola na mão. Mais tarde, já no conforto de sua cama, enquanto os médicos tentavam inutilmente tirar-lhe as balas do pé, saberia que o atacante era Gaston. O sobrinho preferido, filho do irmão Paul. A família jamais esclareceu adequadamente esse obscuro episódio. Permaneceu a versão de que Gaston havia enlouquecido...será?

Desde então passou a mancar, teve que desistir dos seus passeios de barco, já que perdia o equilíbrio no convés. Foi um golpe duro e Verne jamais se recuperaria dele. Na virada do século, já estava possuído por uma tristeza sem remédio, afinal perdera o mar, o amigo e editor Hetzel e o irmão Paul, por quem tinha verdadeira paixão. Com o filho único, Michel, era severo e pouco afetuoso, talvez por causa do comportamento contestador do jovem, ou quem sabe apenas, repetindo o mesmo tratamento que recebera dos pais.

Intransigente, Verne o mandou para um reformatório e, mais tarde, chegou a denuncia-lo à polícia, para impedir que se casasse com uma cantora de cabaré. Anos depois, gastaria dinheiro para pagar as dívidas do filho pródigo.

Em contrapartida e até mesmo uma espécie de compensação, dedicou muito afeto ao jovem Aristide Briand (1862-1932), a quem conheceu no ginásio onde Michel estudava. Briand (Prêmio Nobel da Paz em 1926) foi incorporado à obra literário de Verne como Briant, personagem principal dos livros Dois anos de férias (1888). Apesar da velhice, não desiste de escrever, seu sonho era chegar a centésima obra, como declarou em 1902. As viagens extraordinárias, somadas às peças, assim como a outros livros, faziam o total, chegar bem próximo da meta.

Mesmo com 74 anos, continua escrevendo pela manhã e lendo a tarde. Como não podia mais ir a biblioteca, os livros vinham a ele. Do alto de sua torre, sonhava com um futuro ainda mais fantástico, que o escrito nos livros anteriores. Nos Senhor do mundo de 1902, cria um veículo, mistura de automóvel barco, submarino e avião. Por que não sonhar? No começo de 1905, publica a história em que o mar Mediterrâneo e o deserto do Saara são ligados por um canal. Para transformar o deserto num grande lago. Júlio Verne jamais chegaria a saber da repercussão que seu livro causou, pois na noite de 24 de março de 1905, aos 77 anos, deitado em sua estreita cama, pediu o volume das Vinte mil léguas submarinas. Não chegou a abri-lo, o livro caiu-lhe das mãos. Perguntara, então pela mulher e os filhos, fechando os olhos em seguida.





Algumas previsões de Verne:

Dá Terra à Lua em, em 1865 e 1969
De todos os seus livros, nenhum deles é tão desconsertadamente profético como em, Da Terra à Lua, escrito em 1865. Depois que os americanos chegaram à Lua, em 1969, os cientistas ficaram impressionados, espantados, porque parecia que Verne havia previsto o futuro, 104 anos antes, o voo dos astronautas Armstrong, Aldrin e Collins na Apolo 11. Tanto Apolo, como a capsula de Verne, levavam três tripulantes. As dimensões das duas capsulas eram aproximadas a uma concha de alumínio, em forma de bala, a de Verne media 4,8 m de altura e 2,7 de diâmetro; a Apolo media 3,7 m de altura e 3,90 de diâmetro. Os locais de lançamento também eram idênticos. Verne escolheu um lugar na Florida, a aproximadamente 27 graus de latitude; cabo Kennedy, de onde partiu Apolo, também fica na Florida, na latitude de 28 graus. A viagem na ficção durou 97 horas, 13 minutos e 20 segundos. Os astronautas americanos, levaram 103 horas e 30 minutos para chegar a Lua. Antes do pouso, as duas capsulas circularam a Lua diversas vezes, observando a superfície do satélite, tirando fotografias. Os homens de Verne chegaram até mesmo, a traçar um mapa do mar da tranquilidade, onde Armstrong e Aldrin fariam seu passeio. Finalmente, ambas as capsulas, desceram no Oceano Pacifico.


Assim no céu como no mar

Júlio Verne previu, que o caminho da aviação seria um aparelho mais pesado que o ar, como a nave Albatroz, da história Robur, o conquistador, em 1886. Com a fuselagem de papel laminado, mantinha-se no ar através de 74 pás giratórias, que lembram exatamente os helicópteros de hoje. Essas hélices eram movidas por motores elétricos, alimentados por uma série de acumuladores. Já O Nautilus, do livro Vinte mil léguas submarinas, de 1870, supera tudo que se imagina e que talvez até mesmo se planejasse na época em matéria de engenharia naval.
Tinha um corpo perfeitamente hidrodinâmico, com 70 metros de comprimento e 8 m de diâmetro, deslocando 8 toneladas. A quilha era de dupla camada, podendo ser enchida ou esvaziada por poderosas bombas. A tripulação respirava ar comprimido, armazenado em cilindros de metal. Uma câmara estanque possibilitava que os mergulhadores entrassem e saíssem do barco, mesmo com ele submerso. E janelas de observação, permitiam fotografar debaixo d’água. Igualzinho a um submarino moderno.




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Até a próxima!

Lindaiá Campos


Fonte: Google, Wikipédia, Super Interessante, Ciência Maluca, O Pensador