sexta-feira, 17 de março de 2017

O VOLUME FINAL DA FANTASIA QUE ARREBATOU OS LEITORES BRASILEIROS

Olá Galerinha, como estão?
Espero que bem porquê eu estou muito, muito muito feliz!
Além de trazer mais um lançamento dessa editora na qual aprecio tanto, esta é minha primeira publicação oficial como parceira da caveirinha! 
Isso mesmo!  E em comemoração colocamos esse fundo negro, umas das cores oficiais da editora, que 2017 seja um ano de muito sucesso!
Lindaiá Campos 


THE BEAUTY OF DARKNESS

A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. Iniciada em The Kiss of Deception, a série encantou os fãs de fantasia - e conquistou os corações dos brasileiros.
A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção.
29 DE MARÇO NAS LIVRARIAS
 Pré vendas no site Amazon e na Saraiva:
https://www.amazon.com.br/dp/8594540272/ref=as_li_ss_tl?s=books&ie=UTF8&qid=1489003490&sr=1-2&keywords=beauty+of+darkness&linkCode=sl1&tag=pipomusi-20&linkId=d736c781249a248a32bdc873614092c6
http://www.saraiva.com.br/the-beauty-of-darkness-cronicas-de-amor-e-odio-vol-3-9429402.html?utm_medium=afiliados&PAC_ID=30393&utm_source=lomadee&utm_content=22673501

Aflitos com os acontecimentos do segundo volume, The Heart of Betrayal, que apresentou uma trama mais sombria, repleta de segredos e intrigas, os leitores imploraram pela conclusão da série e a Caveirinha acelerou a produção de THE BEAUTY OF DARKNESS. Tudo para apaziguar os corações dos darklovers que se entregaram de corpo e alma a uma das trilogias mais amadas.
Em THE BEAUTY OF DARKNESS — CRÔNICAS DE AMOR E ÓDIO V.3, Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.
Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.
As reviravoltas continuam nessa incrível fantasia que integra a linha DarkLove — Mary E. Pearson vai surpreender os leitores no ato derradeiro de uma trilogia que ainda promete emocionar o coração de muitos. 
Empolgada com a receptividade calorosa dos brasileiros, Mary está se sentindo em casa com toda a repercussão de sua trilogia por aqui:
 “Nunca imaginei ter tantos fãs no Brasil! Espero visitar vocês em breve”.

Nós também! Aguardamos ansiosos!!!!!

Também, pudera. Não custa lembrar que The Kiss of Deception foi escolhido pelo comitê da Young Adult Library Services Association (YALSA) como umas das melhores ficções YA de 2015 e escolhido uma das principais fantasias de 2014 pelos leitores no Goodreads.

Gostaram? Então corram e adquiram logo o de vocês!
Aguardem....por mais coisas saindo do forno por aí.

Até a próxima pessoal!
Lindaiá Campos







terça-feira, 14 de março de 2017

Dia da Poesia – 14 de março, 21 de março, 31 de outubro?

Dia da Poesia Ops! Corrigindo:


O dia nacional da poesia era em 14 de março, no aniversário de Castro Alves.  A partir de 2015, foi sancionada a lei 13.131, que mudou a data para o aniversário de Carlos Drummond de Andrade em 31 de outubro. Ou seja, agora o dia nacional da poesia é em 31 de outubro.
O dia mundial da poesia é em 21 de março. Criado pela UNESCO, em 1999 (mesmo ano em que o site A Magia da Poesia foi ao ar), com o objetivo de estimular a produção e celebrar a poesia como forma de arte em todo o mundo. 






Tem mais, existem além dessas datas, outro dia da poesia:

Extraoficialmente, temos outro “Dia Nacional da Poesia” em 20 de outubro, fundação do Movimento Poético Nacional.
Além disso, há diversas celebrações estaduais:

·         Dia Estadual da Poesia (20 de abril, no Acre, conforme Lei Nº 2.130 de 9 de julho de 2009);
·         Dia da Poesia (25 de junho, no Pará, conforme Lei Nº 6.195 de 7 de abril de 1999);
·         Dia Estadual da Poesia (8 de agosto, no Amapá, conforme Lei Nº 580 de 21 de junho de 2000);
·         Dia Estadual da Poesia (20 de agosto, em Goiás, conforme Lei Nº 14.866 de 22 de julho de 2004, homenageando o aniversário de Cora Coralina);
·         Dia Estadual da Poesia (31 de outubro, em Minas Gerais, homenageando o aniversário de Drummond);
·         Dia Estadual da Poesia (19 de dezembro, no Mato Grosso, conforme Lei Nº 7.776 de 26 de novembro de 2002, homenageando o aniversário de Manoel de Barros).


Bom galera, como vocês podem ver, existem várias datas comemorativas para comemorar esse misto de composições, lúdicas, utópicas, românticas, guerreiras, que por muitas é a poesia. Como hoje também é o aniversário do ilustríssimo baiano, "o poeta dos escravos", Castro Alves que nos deu a honra de participar do nosso Parabenizando, colocarei aqui um outro poeta que amo. 


Entre esses poemas está o meu preferido.






Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.


(Carlos Drummond de Andrade)


O Amor Antigo
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.


(Carlos Drummond de Andrade)

Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.


(Carlos Drummond de Andrade)


As Sem-Razões do Amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(Carlos Drummond de Andrade)



Balada do amor através das idades

Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.
Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o pito a punhal..
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira..
Pulei o muro do convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.

Carlos Drummond de Andrade



O Parabenizando de hoje Bahia vai para: Castro Alves, o poeta dos Escravos!


Castro Alves (1847-1871) foi um importante poeta brasileiro, o último grande poeta da terceira geração romântica no Brasil. “O poeta dos escravos”.
Antônio Frederico de Castro Alves nasceu no município de Muritiba, na Bahia, no dia 14 de março de 1847. Em 1847 mudou-se com a família para Salvador onde fez os estudos secundários. Cursou Direito no Recife, onde se destacou pela defesa das ideias liberais e abolicionistas.
Em companhia da atriz Eugênia Câmara, por quem se apaixonou, foi para São Paulo, onde concluiu o curso de Direito. Travou contato com Rui Barbosa e Joaquim Nabuco. O rompimento com Eugênia deixou o poeta numa crise de profunda melancolia. Dedicou-se a caçadas nos arredores da cidade, numa delas feriu o pé com um tiro de espingarda. Removido para o Rio de Janeiro, teve que amputar o pé. Agravou-se sua enfermidade pulmonar.
Castro Alves retornou a Salvador e em 1870, ano em que publica “Espumas Flutuantes”, único livro editado em vida. Sua poesia apresenta dois aspectos distintos: a poesia lírico-amorosa, onde a mulher aparece real e sensual, e a poesia social, em que defende as grandes causas da liberdade e da justiça, e da campanha contra a escravidão.
O “Navio Negreiro” é um poema épico-dramático que integra a obra “Os escravos” e ao lado de “Vozes d’África, da mesma obra, vem a ser uma das principais realizações de Castro Alves, onde denuncia a escravidão e faz uma recriação poética das cenas dramáticas do transporte de escravos no porão dos navios negreiros, relatos que ouviu de escravos com quem conviveu na Bahia, quando menino.
Vitimado pela tuberculose, Castro Alves faleceu em Salvador, no dia 06 de julho de 1871. Sua obras póstumas foram: "Gonzaga ou A Revolução de Minas" (1875), "A Cachoeira de Paulo Afonso" (1876) e "Os Escravos" (1883).

Algumas de suas obras:

Amor è um carpinteiro
Que ri com ar de metrei-o,
Cerrando forte e ligeiro
Na tenda do coração...
Põe pregos de resistência,
Ferrolhos na consciência,
Tranca as portas da razão
Adelaide de Castro Alves Guimarães
 "Adeus" de Teresa

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
"Adeus" eu disse-lhe a tremer co'a fala

E ela, corando, murmurou-me: "adeus."

Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
"Adeus" lhe disse conservando-a presa

E ela entre beijos murmurou-me: "adeus!"

Passaram tempos seculos de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
... Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse - "Voltarei! descansa!. . . "
Ela, chorando mais que uma criança,

Ela em soluços murmurou-me: "adeus!"

Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d'Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!

E ela arquejando murmurou-me: "adeus!"
Castro Alves

O laço de fita

Não sabes, criança? 'Estou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.

Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.

Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.

E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!

Meu Deus! As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.

Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.

Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.

Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
Castro Alves
Fonte: Google, O Pensador
Lindaiá Campos



segunda-feira, 13 de março de 2017

De onde vem?

Olá galerinha, tudo bem?

Bom, hoje vamos falar dessa expressão tão antiga quanto popular, quem aqui nunca a ouviu? Principalmente no vocabulário dos nossos pais, pelo menos aqui na Bahia, já o vi muito por aí.

"Casa da Mãe Joana"

Como disse, aqui na Bahia é um termo bastante popular, surgiu na época do Brasil Império, mais especificamente durante a minoridade do Dom Pedro II, homens que ao contrario de hoje, mandavam realmente no País.
Costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana.
Como esse homens mandavam e desmandavam no País, a frase "Casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar no qual ninguém manda.


Bacanal




Fonte: Amigos do livro, Google

Lindaiá Campos

Você sabe a origem de alguma expressão em sua cidade?


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quinta-feira, 9 de março de 2017

A Época em que a mulher era proibida de ler livros

Entre a mulher e o livro estabeleceu-se uma aliança.

Com ele, ela podia desejar e imaginar um mundo para si própria, e mais, os livros nos obrigam a sairmos da nossa zona de conforto, meche com nossos sentimentos mais profundos, com o subconsciente da gente e isso é muito bom galerinha.

Só no século XIX o livro se tornou comum para as mulheres. Foi, e continua sendo, nossa maior arma para a conquista da liberdade, nossa possibilidade de existência, de nos lançarmos em novos horizontes.

Em uma tarde de março de 415 d.C. uma mulher de 60 anos é tirada de sua carruagem por uma multidão enfurecida, em Alexandria, no Egito. Em seguida, é despida e tem sua pele e carne arrancadas com ostras (ou fragmentos de cerâmica, segundo outra versão). 
É destroçada viva pela turba alucinada, já morta, arrancam seus braços e pernas. O cadáver é queimado em uma pira nos arredores da cidade. 
Era o fim da trajetória impressionante de Hipácia de Alexandria.

E quem foi Hipácia? 

Hipácia foi a primeira mulher de fama internacional no mundo da matemática, astronomia e da botânica. 
Hipácia foi a primeira intelectual de renome e imensa influencia. 
"As mulheres que leem são perigosas", assim pensavam, e agiam, os homens por dezenas de séculos.

Gesto um tanto ousado - e perigoso esse....
Daí os homens desejarem impedi-la de ler ou controlar o que liam.
Sobretudo as mulheres que liam "demais", a leitura permitiu que tomassem consciência do mundo.
 A leitura, que é um ato tão intimo, tão secreto, terminou por nos colocar "nós" mulheres para fora! 
Fora do núcleo familiar que principalmente naquela época e ainda hoje infelizmente por muitas vezes e intermináveis motivos injustificáveis, é opressor.
O vazio do mundo real que as mulheres sentiam naquela época e algumas ainda sente até hoje (aposto), foi tomado pela ficção.

Para quem viveu e parece inacreditável mais infelizmente muitas mulheres ainda vivem na prisão do casamento sem amor, regras sociais sufocantes, machismo, imposições, autoritarismos....
a leitura trouxe a possibilidade de se transportar para outro mundo que não aquele, e consequentemente, mudar a própria vida. 
Lhes deram a possibilidade de adquirir o prazer que lhe era negado. 
Um prazer solitário de início..depois uma voz, um grito... de liberdade.


terça-feira, 7 de março de 2017

Novos talentos: Com Jéssica Junqueira!


Olá galerinha!

o novos talentos de hoje trás para vocês uma garota muito legal e que demonstrou que seu talento vai muito mais além do que escrever livros. A mesma dissera não saber fazer poesia....nos enganou direitinho hein Jéssica?




Um pouco mais sobre a nossa ilustre autora:

Jessica Junqueira, tenho 25 anos, sou professora e amo escrever e desenhar. Tenho um livro completo já no wattpad, e os próximos já estão sendo escritos. Adoro ler e se Deus quiser um dia, publico todos os meus livros




Com vocês, Jessica:


Dois amantes

E um dia ela soube
Que todo aquele amor
Era somente um pequeno torpor.
Mas não se engane não
Pois o sentimento dentro dela coube
Apenas mais do que paixão.
Dois eram os amantes
Que haviam lhe roubado o coração.
Um, carinhoso na sua presença porém frio na sua ausencia.
Outro quente e atencioso, porem distantes estavam um do outro.
O que faria então, aquela garota com sua grande indecisão?
Cansada estava, Pois no amor sempre fracassava.
Percebeu que o primeiro so queria curtir
E então a garota pôs-se a se punir.
- Não é ele! - ela pensava.
Então nos braços do outro ela se jogava.
Mas o que faria? Se a distancia a destruía?
Ah o amor. Esse sim, ela sentia que verdadeiro era.
Pois nem com a distância os dois sentiam no peito, dor.
E o tempo passou, e quem era amante virou namorado. Quem era quase namorado virou amigo.
E dessa vez no amor, a garota havia acertado.
Encontrou no segundo amante,
Aquele que levaria sua vida adiante.

Autora: Jéssica Junqueira



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Lindaiá Campos

sexta-feira, 3 de março de 2017

"Eles que são brancos, que se entendam" De onde vem?

"Eles que são brancos, que se entendam"

Atire a primeira pedra  aquele que nunca ouviu e disse essa expressão?

Mais vem cá, me diz uma coisa: Você sabe de onde ela vem e como surgiu?


"Eles que são brancos que se entendam", foi uma das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII.

 Um mulato, capitão do regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português.

O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara.

Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos que se entendam".
O oficial ficou indignado e recorreu à instancia superior, na pessoa de Dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil.

Ao tomar conhecimento dos fatos, Dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei.

Mas, Dom Luís se explicou: nós somos brancos, cá nos entendemos.



Fonte: Amigos do livro, Google

Lindaiá Campos


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quinta-feira, 2 de março de 2017

Resenha: O Circo Mecânico Tresaulti

Olá galerinha, como estão?

Espero que bem!

Bom, hoje é assim que começa a nossa aventura pelo incrível, pelo espetacular, com homens mecânicos além da imaginação, as maiores curiosidades humanas que o mundo já viu, homens fortes, dançarinas e máquinas vivas, garotas voadoras mais leves que o ar, música da orquestra humana, uffa!

Parece mesmo demais não é galera? Eu sempre procuro pesquisar sobre os autores e alguma ligação sobre suas vidas e obras escritas, mais a Genevieve Valentine, até o presente momento não prestou nenhuma entrevista contendo o que lhe causou inspiração para o Circo. Sendo assim, trago-lhes  o texto de abertura da autora no livro:






Um circo entre nós

Por Genevieve Valentine


Minha memória precisa ser particularmente adaptada a um livro como O Circo Mecânico Tresaulti. Recordo-me de algumas impressões e alguns momentos, mas não de todo o processo. Mas lembro-me bem da primeira vez que vi dois acrobatas ignorarem a multidão de pessoas e se olharem no exato momento que precede o salto, compartilhando algo que eu sabia ser vital - algo cuja verdadeira substância eu nunca consegui compreender, por não ser um dos acrobatas com as mãos vazias esperando o momento do salto.
O Circo Mecânico Tresaulti é um livro muito focado nesse sentimento, de fora para dentro. Dividir essa cumplicidade com alguém é algo intenso, e que cresce se houver confiança, calcifica com o tempo e fica dolorido com a idade, mas tornar-se mais forte por conta disso. Não ter esta conexão em particular significa que você é totalmente livre - e bastante sozinho. Este espaço entre as pessoas - onde vive a memória das coisas - é mais familiar, porém viver na esperança dessa conexão é algo poderoso. (Para a maioria de nós, talvez não poderoso o suficiente para conseguir parar o tempo, mais ainda continuamos tentando.)
A edição brasileira é uma alegria à parte, acompanhada das ilustrações impressionantes de Wesley Rodrigues. A atmosfera é fundamental em um livro como este, e seu traço proporciona um equilíbrio incrível entre detalhe e movimento, sem jamais perder a sensação de que você nunca consegue ver a coisa toda. (O retrato da trupe em particular carrega essa vitalidade, enquanto ainda assim, de alguma amaneira, se assemelha a um sonho.)Este é o primeiro trabalho artístico inspirado em algo que se escrevi; só posso afirmar que tive muita sorte.
Aos leitores brasileiros - bem, o que dizer? Ler um livro é uma experiencia tão pessoal que é impossível pensar o que alguém deveria tirar dela; cada leitor tem seu próprio coração. Para você que encontrou uma conexão verdadeira com  O Circo Mecânico Tresaulti, fico feliz; afinal. estamos todos procurando, juntos.
Muito obrigado. Vocês são parte do espetáculo!

                                                                                                                       Janeiro de 2016






Respeitável publico, convite feito! E ai, deu água na boca?
Apesar de se tratar de uma distopia apocalíptica , na qual todos os seus integrantes foram de alguma forma mutilados pela guerra e se refizeram, recriaram os seus próprios mundo no circo, apesar de ser uma clara critica a sociedade e ao governo da época, é sem dúvida um livro encantador, que merecia não talvez uma continuação, mais uma outra edição esclarecendo talvez de foma mais clara determinados fatos, ou será que a Genevieve é também uma fã de Machado Assis, ou quem sabe já ouvira falar do seu incrível talento misturado com a ironia e o fato de nos tirar da nossa zona de conforto como fizestes e faz até hoje com todos aqueles que leem Capitu, a devanear lado a lado com a imaginação?

A história é contada por um garoto, um jovem tímido, curioso, observador e até mesmo invisível aos olhos alheios. Ele é o garoto que cola os cartazes. Mais parece que esse circo esconde um segredo que há muito interessa ao governo, o que será? O nome do narrador dessa história é Little George. não o percam de vista.

È um livro, que nos faz remeter a infância. Quem aqui nunca sonhou em fazer parte do circo quando criança? Ser engraçado como o palhaço, voar como os acrobatas, andar na corda bamba como o equilibrista, entrar na jaula dos leões, entre tantas outras coisas maravilhosas que só o circo faz.

E com uma galerinha que em 1981 retratou de maneira inesquecível, não desmerecendo é claro seus criadores originais, os Saltimbancos, com vocês os trapalhões: (basta clicar para acessar o video)

                                         

Mas nesse circo, para fazer parte dele não bastava somente ter o dom de fazer as pessoas sorrir, saltar de alturas enormes e fazer coisas incríveis, era necessário passar por uma transformação. A personagem Boss, responsável pelo circo, fazia implantes com ossos ocos, de cobre também, isso mesmo galera, essa era uma forma de segurança segundo Boss, já que os números lá eram muito perigosos.


"As vezes você precisa ser parte da trupe e não você mesma.(Ela queria um lar, ela o encontrou.)
Com a ternura que só os monstros têm, ele pergunta: "Você tem medo de ser como nós, Ying?
"Não, diz Yng. (Como ela pode ter medo de alguma coisa, quando ele é tão lindo?)"


Mas será que vale a pena? Bom, para só lendo para saber. O que leva uma pessoa a pertencer ao circo? Sempre me fiz essa pergunta e vocês ? O Circo tresaulti também fala um pouco sobre um deles, no caso dessa trupe muitos fugiram da guerra e cada um possui seus segredos e seus passados misteriosos.


Editora Darkside

Existem outras capas, edições do Circo Mecânico Tresaulti, mais para mim sem sombra de dúvidas, a melhor edição é da Darkside. Na capa por exemplo como vocês podem ver, nos remete a um longo mistério no decorrer do livro. Essas são as asas do Alec, foram construídas com restos de ossos humanos...mais afinal, quem é Alec?



"Você sai rapidamente quando os trapezistas já terminaram. 
O que o prende ali? Após o último aplauso, a mágica já se acabou, a tenda se encolhe a seu redor até você ver as lâmpadas expostas novamente, a lona desgastada, os fragmentos de espelho brilhando como olhos de vidro afiados. Você deixa seu copo de cerveja no banco (ou o leva debaixo do casaco), reúne as pessoas  com quem veio e passeia pelo pátio praticamente vazio a caminho de casa.
Agora o garoto das pernas de metal parece triste, dando adeus como se quissesse seguir você. Ás vezes há algumas dançarinas balançando-se sem muito entusiasmo a uma música imaginária. Mas é provável que você esteja sozinho no escuro, e que suas sombras andem à sua frente como se estivessem ansiosas para irem embora, até você estar bem longe do circo.
Isso enerva, e você não sabe por quê.
No momento em que chega em casa, está cansado, e no caminho passou pelos muros velhos ao redor de sua cidade, com o cheiro forte do capim-limão nascendo pelas rachaduras, e logo adiante sua casa está bem trancada, esperando por você - coisas que o fazem lembrar do mundo real, coisas que irritam, acolhem e afastam o desconforto crescente de um pátio de circo.
Quando a porta se fecha atrás de você, pensa novamente em quão alegres os acrobatas pareciam, quão rápido os malabaristas jogavam as tochas para um lado e para o outro. Você fala das trapezistas - algumas delas, sob a maquiagem, pareciam até bonitas. Você brinca durante o jantar, jogando pães para um lado e para o outro da mesa.
Todos rirão e passarão os pães bem alto no ar, batendo palmas, até alguém começar a assoviar a melodia alegre do número do circo. 
E então alguém (você) dirá "Parem, estou com fome, passem-me um pão", e a brincadeira de repente se acalmará, e a refeição começará novamente. A piada nunca dura após alguém relembrar a música. 
È uma coisa ver um homem mecânico, mas Panadrome estraga a refeição de qualquer um, se você pensar nele tempo suficiente." 




                                             Saltimbancos Trapalhões - Rebichada 1981


Respeitável público, assim encerro o espetáculo, espero que tenham gostado e que a próxima "cidade", também a aprecie...



Lindaiá Campos
#vcnpdeixardeler

Alguém me contou...sobre A Noiva da Janela


Na rua 13 havia uma casa, na qual possuirá muitos e muitos anos, mais mesmo assim sendo tão antiga, mantinha uma belíssima aparência, como se alguém a constatemente fizesse manutenção, era a casa mais bonita da rua.

Aqui em Minas havia muitas casas bonitas de se ver, com lindos jardins floridos, mais essa casa em questão não chamava a atenção somente por seus bons tratos e seu belo jardim.

Vivia lá uma moça, a Rosa, morena, curvas perfeitas, cabelos longos cor de castanho, com cachos de anjo e vestida eternamente, impecavelmente de noiva. A sua beleza costumava chamar a atenção de todos, especialmente dos homens, assim como seus trajes.

Ela dizia estar esperando o noivo, Aderbal por isso não saia da janela, queria ser a primeira a avista-lo. Era sempre muito cortês, conversando com todos e ofertando uma sombra, uma água, um café. O único problema era que víamos todos entrarem, mais estranhamente, não o víamos saírem.

Com o tempo, a fama da noiva da janela de que todo aquele que se atrevia a aceitar o seu convite para adentrar em sua casa espalhou-se rapidamente, fazendo com que a rua que antes era tão viva morresse a cada dia, restando apenas a Rosa em sua velha linda janela azul.

Todos diziam que a rua era mal assombrada, amaldiçoada, que ninguém em sã consciência deveria ir lá, o tempo passou e as histórias de fantasma da mesma forma que surgiu, desapareceram, assim como a memória dos antigos que aos poucos se foram.

Certo dia uma moça, humilde, vinda do interior, tomara a condução errada e foi deixada justamente na entrada dessa rua. Sem conhecer sua terrível fama, começou a andar pela rua, suja, cheia de tabuas nas casas, que já se encontravam em grande maioria, aos pedaços, ventava e jornais voavam por entre suas pernas, mais aquilo não a assustou. De repente o vento faceiro que só, levantara voo com o seu chapéu, Vera correu rapidamente para alcança-lo rua abaixo, conseguindo pega-lo em um lindo jardim de flores azuis.
Vera deslumbrou-se com aquela visão, aquela casa era atípica a todas as outras, afinal era a unica casa em seu mais perfeito estado, naquela rua. Resolvera sentar-se, no banco para descansar ofegante depois da longa corrida, até que fora surpreendida por uma bela mulher vestida de noiva.

olá está com sede? 

Não obrigada, desculpe-me, não pretendia...

Imagina, está todo bem, gosto de receber visitas, me sinto tão sozinha enquanto meu noivo não vem. Vamos, entre, lhe servirei uma xicará de chá.

Vera entrara em silencio, ao mesmo tempo mais intrigada do que receosa com o fato daquela moça tão bonita viver ali naquela rua tão feia e deserta. Rosa indicara a cozinha a Vera como um sinal de que a mesma poderia ficar a vontade. Porém Vera apesar de jovem, era espirita, um espirito de muita luz. E ao entrar na cozinha o que Vera viu foi a mais terrível visão do terror:

Na bacia onde Rosa dissera que havia chá, na verdade estava cheia de sangue, ao lado, a cabeça de um homem ainda se decompondo, um antebraço do outro, debaixo da pia, outro esqueleto de mais um homem, ao andar para trás sentiu algo, ao se virar uma corda bem grossa com outro esqueleto nela de mais um homem, Vera dera um grito de pavor e olhara em volta se vendo no que parecia mais um tapete de ossos do que o próprio chão.

Sabe: é a primeira vez que uma mulher vem aqui. 
Parece que elas fingem que não me veem, só os homens entram para me fazerem companhia.
Mais você foi a primeira que a muito tempo vem aqui.
Agora ficará para sempre e seremos grandes amigas!


Não por favor, não me machuque, eu vou embora prometo- disse Vera. Nada lhe fiz de mal, eu posso te ajudar, eu e os meus irmãos de luz. Me conte a sua história, deixe-me ajudar.

Rosa relatara toda sua história, enquanto Vera a assitia calada. Como conhecera o seu grande amor, Aderbal, como ele prometera terminar o namoro para casar-se com ela, o quanto se amavam, até o fatídico dia do seu casamento cujo noivo não comparecera. Rosa entrara em depressão, chorava dias e noites chamando por um amor que nunca viria, sua dor fora tamanha que após um ano de espera pelo seu amado, ainda vestida de noiva, Rosa cortara seus pulsos, sangrando até a morte.

Sua família, amigos choraram muito no seu enterro, Aderbal desaparecera e nunca voltara para sequer dar alguma satisfação, abalados com a tragédia, sua família mudara de cidade.Abandonando sua velha casa. Mais Rosa não conseguiu partir, não podia, Aderbal seu grande amor viria! Ela sabia que viria, algo aconteceu, e ela tinha certeza que com a sua chegada tudo se esclareceria.

Ao fim do relato, Vera que a todo momento permanecera em silencio, tinha uma revelação a fazer: Não conheci o seu grande amor Aderbal, mais conheço o seu filho, Fernan, um grande irmão de luz, contarei a ele sua história, o trarei aqui, ele vai te ajudar. Após relatar aos irmãos de luz a experiencia sobrenatural espetacular que sofrera, todos concordaram em comparecer a tal casa na rua 13.

Ao chegar lá, ambos formaram um circulo, todos de branco, mãos dadas, concentrados em oração. A casa estava vazia, parecia que Rosa não se encontrava mais lá. Durante o processo de oração ela surgiu no meio da roda, gritando por socorro, suplicando por ajuda, de repente algo inesperado aconteceu:

Rosinha meu amor é você? A quanto tempo te procuro!

Aderbal a tanto te espero! Te esperei no altar e você não veio porque?
Fora tanta dor, depois um vazio, tanto sangue, mesmo assim ainda fiquei aqui, te esperando.

Meu amor, no dia do nosso casamento estava alegre, dirigindo em direção a igreja, era um lindo dia de sol eu estava muito feliz, você era tudo aquilo de que precisava. Nem vi a hora em que ela surgiu, foi tudo tão rápido, que nem tive tempo de gritar ou sentir alguma dor. 

Um caminhão atingira em cheio o carro ao lado do motorista, acertando Aderbal em cheio, ocasionando fraturas expostas principalmente na cabeça, ele ficara um ano em coma. Quando acordara o primeiro nome a clamar fora por seu amor, Rosa. Sua família disse não ter noticias dela, não a procuraram sequer para dar-lhe alguma satisfação, eram contra aquela união. Aderbal ficará transtornado e assim que recebeu alta, foi correndo para casa dela. Porém ao chegar na entrada da rua fora surpreendido por velhos conhecidos, esbravejando com ele por ter abandonado a pequena e desaparecido. Ele contara o que aconteceu e todos mesmo compreendendo a situação, permaneciam calados imoveis e com olhares de profunda tristeza e piedade, qual a melhor forma de dar a noticia?

Aderbal teve principio de depressão após saber que Rosa se matará no dia e na hora exata em que ele despertará do coma. Se sua família a tivesse avisado...dado ao menos alguma nota sequer... mais nada, ele não se conformava com aquilo.

O tempo passou e com a ajuda da sua ex namorada que desde o inicio do acidente ficara incansavelmente ao seu lado no hospital todos os dias velando seu sono profundo e que mesmo sabendo que ele nunca a amou e talvez nunca viesse a amar, ficou ao seu lado, ajudou a enfrentar aquela dor tão grande inicialmente como amiga e no final como esposa e lhe dando filhos. Ela nunca esquecera a Rosa, sempre fora bom marido, bom pai, mais ao beber todas as noites chorava contando sua linda história para o filho e quem mais a quissesse ouvir, jurando sempre que um dia eles iram se encontrar e ai sim, ele seria completamente feliz.
 Para a dor do pobre coração de sua esposa que mesmo sabendo a verdade, suportou tudo até o fim. Ele falecera aos 50 anos, jovem ainda, e até hoje seu filho Fernan nunca esquecera daquela moça na qual nunca sequer conhecera: a Rosa.

Sempre no centro, relatava essa história, era como gostava de lembrar de seu pai, em seu intimo desejava encontrar o esprito da moça e contar-lhe tudo que acontecera para que ela enfim, ficasse em paz, essa era a sua chance.


Casei, tive filhos, mais jurei todos os dias, até que o meu milésimo segundo de tempo nessa terra acabasse, que um dia iria te encontrar. Pois só com você fui feliz Rosa, apenas com você conheci o que significa a felicidade, te amo.

E assim ambos sumiram em um grande clarão forte de luz, a noiva da janela finalmente reencontrara o seu grande amor.


Após sete dias, Fernan morre em um misterioso acidente de carro aos, acabar de completar exatos, 50 anos.